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Parcelamento de Pix: risco à vista no aumento do endividamento familiar brasileiro? Especialistas explicam
O professor Alisson Batista, do curso de Ciências Contábeis da Estácio, destaca que qualquer forma de parcelamento, inclusive via Pix, exige atenção para evitar que a dívida se transforme em armadilha financeira
28/10/2025 08h34
Por: Com Informações da Assessoria Fonte: Com informações da assessoria

 

Com o endividamento das famílias brasileiras alcançando 78,2% em maio de 2025, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), surge um alerta sobre a proliferação do parcelamento via Pix como nova via para comprometer o orçamento doméstico.

Embora o parcelamento possa parecer uma alternativa prática para quem precisa equilibrar as finanças, especialistas recomendam cautela. O professor Alisson Batista, do curso de Ciências Contábeis da Estácio, destaca que qualquer forma de parcelamento, inclusive via Pix, exige atenção para evitar que a dívida se transforme em armadilha financeira.

“Avaliar se as receitas serão suficientes para liquidar todas as pendências financeiras é essencial. Caso se possua o recurso para pagamento à vista, é interessante pleitear um desconto”, diz o professor Alisson Batista.

Batista frisa que os cuidados são semelhantes aos de compras com cartão de crédito ou crediário. “Caso a pessoa não tenha certeza de que o recurso ficará disponível para pagar o Pix parcelado, ela não deve contratar. Os riscos são os mesmos de ficar inadimplente com o cartão de crédito ou cheque especial, podendo incorrer em juros altos e outras restrições financeiras”, reforça.

Franz Petrucelli, professor de Administração da Wyden, também recomenda cautela para quem deseja utilizar a modalidade.  Segundo o professor, a falsa percepção pode levar a uma série de problemas financeiros, pois o serviço de parcelamento via Pix não é gratuito e funciona de forma semelhante a um empréstimo pessoal ou um financiamento. “O principal risco para quem acredita que o Pix parcelado não cobra juros é o endividamento. As empresas que oferecem essa modalidade de pagamento, como as fintechs, atuam como intermediárias. Elas pagam o valor total da sua compra ao lojista, e você, em troca, se compromete a pagar as parcelas para essa empresa. E é nesse processo que os juros e taxas são aplicados. O endividamento ocorre quando você assume dívidas que não consegue mais pagar”, diz o contador e mestre em administração.

Dados que reforçam o cenário

 

Riscos do parcelamento via Pix para famílias endividadas segundo Franz Petrucelli:

 

Dicas do professor Alisson para quem considera usar Pix parcelado

  1. Verificar se toda a renda mensal será capaz não só de pagar as parcelas, mas também de manter os compromissos básicos (moradia, alimentação, etc.).
  2. Conferir as datas de débito parcelado para evitar cruzamentos de vencimentos ou sobrecarga em um único período do mês.
  3. Sempre que possível, tentar negociação para pagamento à vista com desconto, em vez de parcelar.
  4. Comparar o custo total do parcelamento com outras formas de crédito, pois às vezes um carnê, uma compra à vista com desconto ou outra modalidade pode sair mais barato.
  5. Evitar o parcelamento caso não haja certeza de recursos suficientes, pois os riscos se assemelham aos do cartão de crédito ou do cheque especial.

 

Com informações da assessoria