Em Tabasco, México, os cartéis decidiram mais uma vez provar que a realidade pode ser mais sádica que qualquer filme de terror. Um vídeo divulgado mostra integrantes de um grupo criminoso transformando uma execução em espetáculo canibal.
Nas imagens, a vítima aparece decapitada e exposta sobre uma lona, como se fosse mercadoria de açougue. Logo depois, membros do cartel se exibem diante da câmera, retirando pedaços de órgãos do corpo. Em clima de deboche, cada um deles dá uma mordida, como se o ato fosse parte de um ritual de poder — ou de marketing do terror.
A cena, tão grotesca quanto calculada, não é apenas crueldade gratuita: é uma mensagem. Em Tabasco, a guerra entre cartéis já não se resume a tiros ou cartazes ameaçadores. Agora, os criminosos comem a violência, literalmente, para deixar claro que quem manda na região não é o governo, e sim os homens armados que transformam cadáveres em troféus.
Mais uma vez, a população local assiste ao vivo a barbárie: autoridades desaparecidas, Estado impotente e cartéis disputando território à base de sangue, lâminas e dentes. Democracia? Justiça? Em Tabasco, o único “processo legal” é o esquartejamento ritual.