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Idoso pode ter sido assassinado com 2 tiros na Bolívia, após desavenças por conta da safra da castanha
Até o momento, ninguém foi preso, e mais informações devem ser divulgadas à medida que as investigações avancem.
15/12/2025 17h54
Por: Redação
Foto cedida.

No começo da tarde deste último domingo, 14, Edson Santiago de Mattos, de 65 anos, morador do bairro Serraria em Plácido de Castro, foi assassinado com dois disparos de arma de fogo em um seringal localizado na Bolívia, em um caso que está sendo investigado pelas autoridades locais como possíveis desavenças envolvendo a divisão ou comercialização da safra da castanha, atividade comum na região.

O crime ocorreu por volta do meio-dia e ainda não teve suas circunstâncias esclarecidas pela Polícia Civil do Acre. Na tarde desta segunda-feira, 15, o delegado Leandro Lucas, responsável pelas investigações, disse a reportagem que até o momento não possui muitas informações acerca do assassinato protervo de Edson, porém frisou que a equipe de investigadores trabalha para elucidar o caso. 

De acordo com informações, após o assassinato, o corpo da vítima foi retirado da região boliviana e trazido para o lado brasileiro da fronteira. O caso chegou ao conhecimento da polícia por meio de um familiar da vítima, que comunicou o ocorrido. O Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco foi acionado para realizar a remoção e os procedimentos legais, incluindo exame de necropsia. Edson foi sepultado por volta das 14 horas desta segunda-feira, 15, no Cemitério São João Batista, em Plácido de Castro.

A polícia informou que as investigações estão em andamento para esclarecer o que motivou o crime e identificar os responsáveis. No entanto, o fato de o homicídio ter ocorrido fora do território nacional pode dificultar a responsabilização criminal, exigindo cooperação entre os dois países.

Relatos iniciais apontam que o idoso pode ter se desentendido com outras pessoas ligadas à atividade extrativista, principalmente por questões relacionadas à safra da castanha, como limites de coleta, divisão de lucros ou acordos comerciais. No entanto, a polícia ainda trata essas informações como hipóteses, evitando conclusões precipitadas.

Diligências estão em andamento para identificar possíveis suspeitos e esclarecer a motivação do crime. O caso causou comoção entre moradores da região, que relatam preocupação com o aumento de conflitos ligados à atividade extrativista.

A polícia segue investigando o caso e não descarta novas linhas de apuração. Até o momento, ninguém foi preso, e mais informações devem ser divulgadas à medida que as investigações avancem.