O jovem Alan Kennedy Ferreira Pérez, de 29 anos, foi morto com diversos disparos de arma de fogo e golpes de faca, na madrugada deste sábado (31), dentro da casa de uma amiga, no município de Acrelândia, a cerca de 32 quilômetros de Plácido de Castro, no interior do Acre.
Segundo informações de testemunhas que preferem não se identificar, Alan Ferreira, supostamente faz parte de uma organização criminosa, e teria ameaçado e tentado matar em outro momento o autor do crime, por causas de dívidas.
Na madrugada deste sábado, o desafeto de Alan, juntamente com um comparsa descobriu onde a vítima estava dormindo e foi até o local e invadiram o imóvel e de posse de uma arma de fogo, deram dois tiros no abdômen de Alan, em seguida, de posse de uma faca deram várias facadas na cabeça e no pescoço da vítima. Após o crime, os autores fugiram do local.
Familiares da amiga de Alan, socorrem a vítima o levaram para a Unidade Mista de Saúde no próprio município de Acrelândia, mas a vítima morreu poucos minutos depois de dar entrada na Unidade de Saúde.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local do crime e isolou a área para o trabalho da perícia criminal. Os peritos estiveram no local e realizaram a perícia e em seguida, os Policiais Civis foram até a o Hospital e recolheram o corpo de Alan e encaminharam a Sede do Instituto Médico Legal (IML) em Rio Branco, onde passará pelos exames cadavéricos.
Os PMs colheram informações sobre os criminosos e realizam ronda ostensiva pela região, mas ninguém foi localizado.
O caso será investigado pela Polícia Civil do município de Acrelândia.
Morosidade do SAMU
Familiares e moradores de Acrelândia denunciaram uma suposta demora na liberação de uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para socorrer o jovem Alan. O caso gerou revolta e questionamentos sobre o tempo de resposta do serviço de emergência.
Segundo relatos, logo após os disparos, populares acionaram o SAMU na tentativa de garantir atendimento imediato à vítima, que ainda apresentava sinais vitais. No entanto, a Central de Regulação teria levado vários minutos para autorizar o deslocamento da viatura até o local do crime, o que causou desespero entre familiares e testemunhas.
Moradores afirmam que, durante as ligações, foram feitos diversos questionamentos por parte da central antes da liberação do socorro, enquanto o jovem agonizava no chão.
A viatura do SAMU chegou ao local após a liberação, mas o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu após ser encaminhado à unidade de saúde. O caso levantou críticas sobre a estrutura e o funcionamento do serviço de urgência em cidades do interior do Acre, especialmente em ocorrências graves como ferimentos por arma de fogo, onde cada minuto é decisivo.