Plácido de Castro Há 29 anos
Registro raro mostra cheia histórica do rio Abunã, no ano de 1997, em Plácido de Castro
Hoje, esse registro raro não apenas documenta um desastre natural, mas preserva um capítulo importante da história de Plácido de Castro, reforçando a relação intensa e, por vezes, desafiadora entre a cidade e o rio Abunã.
02/02/2026 16h34 Atualizada há 4 meses
Por: Redação
Água tomou conta da rua Major Pedro Ramos - Foto: Reprodução/Arquivo.

Um registro fotográfico que voltou a circular nas redes sociais resgata um dos episódios mais marcantes da história de Plácido de Castro: a alagação recorde do rio Abunã, ocorrida em 1997. A imagem, considerada rara, retrata a força das águas e o cenário de apreensão vivido pela população naquele período.

Naquele ano, o nível do rio subiu de forma rápida e assustadora, atingindo bairros adjacentes ao leito do Abunã e provocando um cenário de emergência. Inúmeras famílias ficaram desalojadas, obrigadas a deixar suas casas às pressas, muitas delas perdendo móveis, documentos e lembranças construídas ao longo de uma vida inteira. Abrigos improvisados e a solidariedade entre vizinhos foram fundamentais para enfrentar os dias mais difíceis.

Um dos pontos mais simbólicos atingidos pela cheia foi a Boate Impacto Dance, então já um espaço conhecido da vida noturna local. As águas invadiram completamente suas dependências, interrompendo atividades e deixando à mostra a vulnerabilidade da área diante das forças da natureza. O local carregava ainda mais significado histórico: décadas antes, naquele mesmo espaço, funcionou o tradicional Clube Guarani, palco de encontros sociais, bailes e momentos marcantes da sociedade placidiana.

O episódio permanece vivo na memória coletiva como um alerta permanente sobre os riscos das cheias e a importância de políticas de prevenção e planejamento urbano.. Hoje, esse registro raro não apenas documenta um fato natural, mas preserva um capítulo importante da história de Plácido de Castro, reforçando a relação intensa e, por vezes, desafiadora entre a cidade e o rio Abunã.

Hoje, o registro serve como memória viva, alertando as novas gerações sobre a importância da prevenção, do planejamento urbano e do respeito à natureza. Mais do que uma fotografia, trata-se de um fragmento da história de Plácido de Castro que continua ecoando no tempo.