Internacional Século 9
Crânios e pernas empilhadas: pesquisadores encontram ‘poço de execução’ da era viking
Vala revela sinais de decapitação e violência extrema, indicando uma execução em massa ou batalha
13/02/2026 08h48
Por: Redação Fonte: R7
Arqueólogos escavando esqueletos em uma cova no local de sepultamento da era Viking no vilarejo de Asum, Dinamarca, 25 de setembro de 2024 • Tom Little/Reuters via CNN Newsource

Arqueólogos e estudantes da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, encontraram o que chamaram de “poço de execução” da era vikingA vala abrigava restos mortais, inteiros e desmembrados, de pelo menos dez indivíduos. Acredita-se que os ossos pertenciam a jovens do século 9, que participaram de conflitos entre saxões e vikings.

Um dos corpos encontrados chama atenção pela altura. Na época, os homens mediam cerca de 1,68 m, enquanto o esqueleto, jogado de bruços no poço, parecia ter 1,95 m de altura.

O homem alto também apresentou um orifício oval de 3 centímetros de diâmetro no crânio. Pesquisadores acreditam que ele passou por um procedimento cirúrgico comum da época, no qual perfuravam o crânio de uma pessoa viva para tratar enxaquecas, convulsões e até distúrbios psicológicos.

Uma curadora da Universidade de Cambridge, responsável por analisar os restos mortais, acredita que o jovem pode ter tido um tumor que afetou a glândula pituitária e causou um excesso de hormônios de crescimento. A doença teria aumentado a pressão intracraniana, causando enxaquecas.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge tentam reconstruir os restos humanosDivulgação\Universidade de Cambridge

Além dele, há restos mortais de outras dez pessoas, sendo a maioria jovens. Segundo arqueólogos, os ossos devem ter sido jogados no poço após uma batalha ou execução em massa, já que há sinais de decapitação e violência extrema.

“Incomumente, a vala comum continha uma mistura de restos mortais inteiros e desmembrados, incluindo um conjunto de crânios sem corpos claramente correspondentes e uma ‘pilha de pernas’, bem como quatro esqueletos completos, alguns em posições que sugerem que estavam amarrados”, diz um comunicado da universidade britânica.

Agora, os pesquisadores tentam reconstruir os restos humanos, para tentar identificar ao certo quantos corpos foram jogados na vala, além de estudarem como essas pessoas podem ter morrido.