Plácido de Castro Denúncia
Pacientes denunciam morosidade no atendimento do Hospital de Plácido de Castro: “espera de mais de 6h com um único médico plantonista”
Usuários relatam demora excessiva no atendimento; unidade é administrada pelo Governo do Estado do Acre
20/03/2026 18h11
Por: Redação
Pacientes aguardam atendimento por horas no hospital de Plácido de Castro, denunciando demora e falta de contingente médicos na unidade - Foto Cedida.

Um pai denunciou, nesta sexta-feira (20), a demora no atendimento no hospital do município Dr. Manoel Marinho Monte, unidade de saúde sob responsabilidade do Governo do Estado do Acre. Segundo o relato, pacientes chegaram a esperar mais de seis horas por atendimento médico, em um cenário marcado pela presença de apenas um profissional de plantão.

De acordo com o informante, a situação gerou revolta e preocupação entre os usuários que buscavam assistência, muitos deles em condições de saúde delicadas. A falta de agilidade no atendimento teria levado algumas pessoas a desistirem e retornarem para casa sem receber os cuidados necessários.

O pai, que aguardava atendimento para o filho, descreveu o momento como caótico:

O negócio aqui está um caos, tem pessoas esperando atendimento aqui desde meio-dia e só tem um médico de plantão. Algumas pessoas que vieram em busca de atendimento desistiram e voltaram para casa ruim. Estou com meu filho aqui desde meio-dia e até agora, 18h, não fui atendido”, relatou.

Movimentação intensa e longa espera marcam o atendimento no hospital de Plácido de Castro, com pacientes relatando demora superior a seis horas e apenas um médico em plantão - Foto cedida.

A denúncia corrobora a percepção de fragilidade na prestação dos serviços, evidenciando sinais de sobrecarga da equipe e possível insuficiência na estrutura assistencial. Circunstâncias dessa natureza suscitam questionamentos quanto à eficiência da gestão pública na área da saúde, bem como ao efetivo cumprimento das garantias constitucionais asseguradas à população.

A Constituição Federal de 1988 assegura, em seu artigo 196, que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, devendo ser garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Diante dos relatos, a população cobra providências imediatas para melhorar o atendimento e evitar que casos semelhantes continuem ocorrendo.

O espaço permanece aberto para que a direção do hospital possa se pronunciar sobre a situação.