Política Caso INSS
CPMI do INSS: relatório pede mais de 200 indiciamentos, responsabilização de 7 bancos e 5 alterações de leis
O documento, de mais de quatro mil páginas, é de autoria do deputado Alfredo Gaspar
27/03/2026 10h54
Por: Redação Fonte: R7
O deputado Alfredo Gaspar é relator da comissão | Geraldo Magela/Agência Senado - 27.03.2026

O relatório final da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), apresentado na sessão desta sexta-feira (27) pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL- AL) conta com 216 pedidos de indiciamento por envolvimento nos descontos ilegais de aposentadorias do INSS.

O documento, que tem 4.3 40 páginas, também pede responsabilização criminal de sete representantes de bancos e pedidos de indiciamento contra quatro deles, além de alteração/aperfeiçoamento de cinco leis.

Pedidos de indiciamento

O rol de envolvidos no esquema abrange desde agentes políticos do alto escalão do governo até figuras públicas com estreitas ligações a personalidades políticas. Destacam-se:

Maiores Desvios

As investigações apontaram 47 entidades associativas e sindicais que realizaram descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, movimentando aproximadamente R$ 10,5 bilhões. Entre as responsáveis pelos maiores desvios estão:

Principais crimes apontados

‘Líderes’ do esquema

O relatório aponta indivíduos que teriam atuado como “líderes” do esquema criminoso. Entre eles estão:

Executivos de Instituições Financeiras

No eixo dos empréstimos consignados, foram indiciados:

Leitura começa com bate-boca e confusão

Gaspar iniciou a leitura ao citar declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em 2018, dirigida ao ministro Gilmar Mendes: “Você é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

Após a fala, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou Gaspar de estuprador. O parlamentar respondeu: “Eu estuprei corruptos como vossa excelência, que roubam o Brasil. Ladrão. Corrupto!”, disse. “Eu não sei, mas gostei da poesia”, disse Gaspar.

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, afirmou que não interromperia a sessão porque “o povo tem o direito de saber” o que ocorre na CPMI.