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Mulher suspeita de matar o próprio marido a golpes de faca, na zona rural de Acrelândia, permanece presa e Justiça deve decidir se ela responderá ao processo em liberdade
Suspeita alega legítima defesa, diz estar grávida e teve prisão em flagrante mantida até audiência de custódia
14/04/2026 09h14
Por: Redação
Imagem da suspeita no interior da residência, próxima ao corpo da vítima que aparece caído no chão, evidenciando o cenário do crime e a gravidade da ocorrência. - Foto cedida.

Permanece presa a mulher suspeita de matar o próprio marido a golpes de faca em uma propriedade rural localizada no Ramal do Pelé, às margens do Rio Abunã, em Acrelândia, interior do Acre. A decisão sobre a manutenção da prisão ou a possibilidade de responder ao processo em liberdade será definida pela Justiça durante audiência de custódia.

A vítima, Eliziarro de Jesus Souza, de 36 anos, foi atingida durante a manhã do último domingo (12) e morreu ainda no local. O casal, segundo as investigações, é natural de Plácido de Castro e estava na região para trabalhar na coleta de castanha.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Jade Dene, a suspeita confessou ter desferido os golpes e afirmou que agiu para se defender de uma suposta agressão. No entanto, a versão apresentada ainda depende de confirmação no decorrer das investigações.

A mulher também relatou estar grávida, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente. Um exame de sangue foi solicitado pela autoridade policial e deve apontar se a gestação procede.

No momento do crime, o casal estava em um galpão junto a um terceiro homem, que, conforme apurado, reside no local por trabalhar na propriedade. Ele teria ingerido bebida alcoólica com os envolvidos antes do ocorrido e poderá contribuir com esclarecimentos à polícia.

A Polícia Civil segue reunindo elementos para entender a dinâmica dos fatos, incluindo a oitiva de testemunhas e a verificação de possíveis evidências que confirmem ou não a alegação de legítima defesa. Também está sendo apurado o histórico do relacionamento entre vítima e suspeita.

Enquanto as investigações avançam, a mulher segue à disposição da Justiça, que deverá decidir, nos próximos dias, sobre a continuidade da prisão ou eventual concessão de liberdade provisória.