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Delegada de Rondônia vem ao Acre ouvir pistoleiros que executaram fazendeiro
Interrogatório em Rio Branco avança na apuração do assassinato de “João Sucuri”, com suspeitos optando pelo silêncio durante depoimentos na DHPP
17/04/2026 13h21
Por: Redação Fonte: Ac24Horas
Foto: Reprodução/Ac24Horas.

Por Ac24Horas.

A delegada Keith Mota Soares, da 9ª Delegacia Regional da Ponta do Abunã, no Distrito de Extrema, em Porto Velho, Rondônia, esteve em Rio Branco, na quinta-feira (16), para interrogar os pistoleiros responsáveis pela execução do fazendeiro João Paulino Sobrinho da Silva, o “João Sucuri”, em abril do ano passado.

O procedimento ocorreu na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rio Branco, onde a delegada ouviu os depoimentos de Jaime Vilchez de Souza e dos irmãos Elvis e Kenos Carvalho Ferreira, presos no Acre e apontados como autores da invasão da fazenda e da morte de “João Sucuri”. Apesar de o teor dos depoimentos ser mantido em sigilo, a delegada Keith Mota Soares informou que dois dos acusados permaneceram em silêncio e preferiram falar apenas em juízo.

De acordo com o inquérito policial instaurado na 9ª Delegacia Regional da Ponta do Abunã, o ataque ocorreu na noite de 29 de abril do ano passado, na fazenda de “João Sucuri”, na zona rural do Distrito de Extrema, às margens da BR-364. Além de matar o fazendeiro, os pistoleiros atearam fogo na casa, em carros e em máquinas agrícolas, e provocaram momentos de terror entre os trabalhadores da propriedade.

A primeira presa foi a dona de casa Auricléia de Souza Ferreira, esposa de Jaime Vilchez, que delatou o fazendeiro Nilson Pereira dos Santos como mandante do crime. Os irmãos Elvis e Kenos de Carvalho Ferreira foram presos em operações distintas na Rodovia Transacreana, com troca de tiros. O último a ser detido foi Jaime Vilchez de Souza, que se entregou espontaneamente na Delegacia Geral de Polícia Civil de Plácido de Castro, na fronteira com a Bolívia.

Após prestarem depoimentos, os três pistoleiros foram encaminhados de volta ao Complexo Penitenciário de Rio Branco, onde permanecem à disposição da Justiça do Estado de Rondônia. A delegada Keith Mota confirmou que o trio deve ser transferido para um presídio de Porto Velho nos próximos dias, onde aguardam o julgamento.​​​​​​​​​​​​​​​​