Por Ecos da Notícia
Os empresários da noite André Borges e Jhones Lisboa e mais 12 investigados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público a Justiça do Acre por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Jhones, considerado o líder da organização criminosa, foi preso nesta quinta-feira, 16, em Rio Branco.
Além dos empresários conhecidos do Acre, também foram denunciados Beatriz Rosiane Siqueira, Douglas Henrique Silva da Cruz, Geanderson Bruno Siqueira, José Adelson de Oliveira Cruz, Jhone Vitor dos Santos Correia, Kennedy Silva de Andrade, Leonil Verçosa, Maria Madalena Nascimento Alencar, Mayon Ricary Pontes Lisboa, Raimunda Pereira da Silva, Vanderlei Santos Correia e Jonh Muller da Silva Lisboa.
A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 167 quilos de cocaína, escondidos em um caminhão interceptado pela Polícia Federal em 2021, durante transporte interestadual da droga com saída do Acre e destino ao Nordeste. A partir desse caso, as apurações foram ampliadas e levaram à identificação de um grupo organizado voltado ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro.
Segundo a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes. A organização era responsável pelo envio de drogas para outros estados, pela negociação dos entorpecentes e pela movimentação do dinheiro obtido com a atividade criminosa, buscando ocultar a origem dos valores.
As investigações também apontam que os envolvidos usavam termos codificados em conversas para tratar das atividades ilegais, além de realizarem negociações e pagamentos ligados ao tráfico, com movimentação de valores elevados.
Em setembro de 2025, cinco dos investigados chegaram a ser presos durante operação conduzida pela Polícia Federal. Posteriormente, foram colocados em liberdade com a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A denúncia aponta que o empresário Jonnes Lisboa exercia papel de liderança no grupo, atuando na coordenação das atividades, na articulação entre os envolvidos e na gestão dos recursos provenientes dos crimes.
No curso da ação penal, o Ministério Público pediu a prisão preventiva do denunciado. O pedido considerou a função de liderança exercida por ele, a continuidade das atividades criminosas e a necessidade de interromper a atuação do grupo.
Além disso, conforme registrado nos autos, a medida foi considerada necessária porque outras alternativas não foram suficientes, já que o denunciado rompeu a tornozeleira de monitoramento eletrônico que havia sido anteriormente imposta.
A denúncia foi recebida pela Justiça, e o juízo da Vara de Organizações Criminosas acolheu o pedido do MPAC, decretando a prisão preventiva. Após a realização de audiência de custódia, a medida foi mantida.
Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e o papel exercido por Marck Johannes na estrutura do grupo, com atuação na liderança e na coordenação das atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à lavagem de dinheiro.