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Padrasto de adolescente envolvido em ataque a colégio é liberado após prestar depoimento em Rio Branco
Homem assinou Termo Circunstanciado; investigação apura responsabilidade pela guarda da arma utilizada no crime
06/05/2026 10h30 Atualizada há 1 mês
Por: Redação
Padrasto do adolescente suspeito foi ouvido e liberado após assinar TCO - Foto: Reprodução.

O padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, foi ouvido pela Polícia Civil e liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), nesta terça-feira (5). A arma utilizada na ação pertence ao homem, fato que motivou a abertura de investigação paralela para apurar eventual negligência na guarda do armamento.

De acordo com informações confirmadas pelas autoridades, o indivíduo se apresentou e colaborou com os procedimentos investigativos, sendo posteriormente liberado conforme os trâmites legais. A defesa informou, por meio de nota, que ele não teve participação direta no episódio e tem contribuído de forma integral com os esclarecimentos.

O ataque, ocorrido no interior da unidade de ensino, resultou na morte de duas servidoras: Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Além disso, uma estudante de 11 anos e uma funcionária ficaram feridas, sendo socorridas e liberadas após atendimento médico.

Segundo as forças de segurança, o adolescente ingressou armado na instituição e efetuou disparos em um corredor de acesso administrativo. Após a ação, ele se apresentou às autoridades e foi apreendido. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atuaram no socorro às vítimas e no isolamento da área.

As investigações seguem em duas frentes: a apuração do ato infracional cometido pelo menor e a análise das circunstâncias relacionadas à posse e armazenamento da arma de fogo. O aparelho celular do adolescente foi apreendido e passará por perícia, com autorização judicial já concedida para extração de dados.

Em decorrência da tragédia, as aulas nas redes pública e privada foram suspensas até o final da semana, enquanto autoridades reforçam medidas de segurança e acompanhamento psicológico à comunidade escolar. O caso segue sob investigação, com novas informações previstas à medida que os trabalhos avançam.