Internacional Ilhas Maldivas
Socorristas correm contra o tempo para evitar que tubarões alcancem corpos nas Maldivas
Mergulhadores de elite foram enviados ao Atol de Vaavu após acidente que deixou cinco mortos
17/05/2026 20h00
Por: Redação Fonte: R7
Tripulação da embarcação de mergulho notificou o sumiço das vítimas | Montagem/Reprodução/Redes sociais/@Giorgia Sommacal/@Muriel Oddenino/@federico__gualtieri/Fondazione Premio Atlantide/Albatros Top Boat

Equipes de resgate estão correndo contra o tempo para encontrar os corpos dos cinco italianos que morreram na quinta-feira (14) após mergulharem em cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu, nas Maldivas. Mergulhadores de elite foram enviados ao arquipélago para agilizar o trabalho, antes que tubarões apareçam na região.

“Vamos trazê-los de volta. Não podemos deixá-los à mercê dos tubarões. Precisamos de especialistas aqui”, disse Laura Marroni, CEO da DAN Europe, uma organização de segurança de mergulho.

“Em águas quentes, mesmo que não saibamos exatamente qual fauna existe na caverna, não podemos descartar o risco de predadores como tubarões ou impactos ambientais”, completou.

Até o momento, apenas o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado. Ele acompanhava quatro pessoas ligadas à Universidade de Gênova: a professora Monica Montefalcone, sua filha e estudante Giorgia Sommacal, a pesquisadora Muriel Oddenino e o graduado em biologia Federico Gualtieri.

Neste sábado (16), o socorrista militar Mohamed Mahudhee, da Força de Defesa Nacional das Maldivas, morreu enquanto buscava as outras vítimas no mar. Segundo a imprensa local, ele sofreu uma descompressão subaquática e chegou a ser levado ao hospital em estado grave, mas não resistiu.

Acidente nas Maldivas

De acordo com a imprensa italiana, os cinco mergulhadores italianos saíram para a expedição na manhã de quinta-feira e foram dados como desaparecidos no início da tarde, quando não retornaram à superfície.

A causa das mortes ainda não foi revelada. No entanto, segundo autoridades, os mergulhadores tentavam explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade em uma região onde o recomendado para mergulho recreativo é de 30 metros. Além disso, as condições climáticas não estavam favoráveis.