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Moradora da zona rural de Plácido de Castro, foragida e condenada por esquartejar mulher em Rio Branco é presa em Rondônia
Segundo as investigações do caso, ela foi condenada por participação na morte de Sandra Lima de Souza, em 2020.
19/05/2026 09h26
Por: Redação Fonte: Contilnet
Acusada de matar e esquartejar mulher que não teve corpo achado no AC é condenada a mais de 23 anos — Foto: Reprodução/G1-Ac.

Thays da Silva Dutra, condenada a mais de 23 anos de prisão por participação em um homicídio ocorrido no Acre foi presa na noite de segunda-feira (18), em Porto Velho, durante uma ação da Polícia Militar de Rondônia.

A prisão aconteceu no bairro Tancredo Neves, após equipes do 5º Batalhão receberem informações de que a suspeita estaria circulando próximo a um supermercado da região. Durante patrulhamento, os policiais localizaram e abordaram Thays. Após consulta no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi confirmado que havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, com validade até 2044.

Segundo as investigações do caso, ela foi condenada por participação na morte de Sandra Lima de Souza, de 21 anos. O crime aconteceu em abril de 2020, em Rio Branco, e teria sido motivado pela disputa entre facções criminosas rivais.

Depois da prisão em Porto Velho, a mulher foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames e, em seguida, levada ao presídio feminino da capital rondoniense, onde começará a cumprir pena em regime fechado.

Crime brutal

Thays da Silva Dutra, acusada de participação no assassinato e esquartejamento da jovem Sandra Lima de Souza, de 21 anos, em abril de 2020 em Rio Branco. 

Conforme denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC), a vítima estava na casa de um familiar quando foi obrigada a “se esclarecer” para faccionados. Ela foi levada para uma casa no bairro Belo Jardim, onde passou pelo “Tribunal do Crime”, foi morta e depois teve o corpo esquartejado. Os restos mortais da jovem foram jogados no igarapé Judia e nunca foram encontrados.

Em outubro de 2022, outros quatro réus já tinham sido condenados pela morte de Sandra, entre eles um ex-companheiro de Thays. 

O assassinato, segundo a denúncia, foi motivado pela guerra de facções criminosas. A investigação identificou ainda que Thays, que na época era mulher de outro acusado pelo crime, estava no momento em que a vítima foi abordada e obrigada a se dirigir até a casa onde foi morta.

À época dos fatos, ela chegou a ser impronunciada, mas o MP-AC recorreu e a Câmara Criminal decidiu que ela passaria por júri popular.

Três meses após o crime, um morador encontrou um crânio humano em cima de galhos secos dentro do igarapé Judia, enquanto limpava o quintal. Na época, a polícia chegou a suspeitar que pudesse ser de Sandra, mas foi feito o laudo pericial, que não confirmou a identificação.