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O futuro começa na escola

Diego Candido, Diretor de unidade de ensino da Estácio, fala sobre avanço da educação

Com Informações da Assessoria
Por: Com Informações da Assessoria Fonte: Com informações da assessoria
20/05/2026 às 22h20
O futuro começa na escola

O Dia da Educação é um momento global para refletir sobre o direito fundamental ao aprendizado e seu impacto no progresso humano. No Brasil, a data ganha contornos urgentes diante de dados recentes que revelam fragilidades no sistema educacional. Divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em fevereiro de 2026, os resultados do Censo Escolar 2025 apontam queda de mais de 1 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025, o maior número em duas décadas, superando até os impactos da pandemia. Os motivos são velhos conhecidos: desigualdades socioeconômicas, falta de infraestrutura e desmotivação estudantil.

Essa evasão escolar na base – que inclui creche, pré-escola, fundamental e médio – não é apenas estatística: é alerta para o futuro. Hoje, 993 mil crianças e adolescentes de 4 a 17 anos, faixa etária obrigatória, estão fora da escola. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), cerca de 9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não concluíram o Ensino Médio. O principal motivo (42%) é a necessidade de trabalhar e ajudar na renda familiar.

Essa queda compromete o desenvolvimento econômico, social e cultural. A educação básica prepara jovens para o ensino superior, e com menos alunos concluindo o médio, o funil se estreita. No Brasil, onde apenas 21% dos jovens de 18 a 24 anos chegam à universidade, a tendência agrava a exclusão social e perpetua ciclos de pobreza. O relatório Education at a Glance (EaG) 2025, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), indica que pessoas com ensino superior completo recebem, em média, 148% a mais do que aquelas com ensino médio.

Fica evidente que o ensino superior é vetor importante para o desenvolvimento de uma nação, impulsionando inovação, pesquisa e formação de profissionais qualificados. Países como Coreia do Sul e Finlândia demonstram que investimentos em educação elevam o PIB, reduzem desigualdades e estimulam avanços tecnológicos.

 

Em tempos de reflexão, urge ação: mais recursos para escolas públicas, capacitação de professores e parcerias entre setores públicos e privados. Só assim construiremos uma nação mais justa e próspera. O futuro depende disso.

 

Diego Candido, Diretor de unidade de ensino da Estácio

 

 

Com informações da assessoria

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