A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) autorização para a realização de uma série de exames médicos, incluindo tomografias computadorizadas.
A petição ocorre em um momento estratégico: no fim deste mês, encerra-se o prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.
Segundo os advogados, os procedimentos foram prescritos pela equipe médica para monitorar a recuperação de uma pneumonia broncoaspirativa bilateral, quadro que motivou a concessão do benefício domiciliar em março, além de dar continuidade à investigação de problemas gastrointestinais crônicos, como esofagite erosiva, gastrite e crises recorrentes de soluço.
O pedido enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes detalha que o ex-presidente necessita realizar, com a “maior brevidade possível”, os seguintes procedimentos:
* Tomografia computadorizada de tórax (sem contraste);
* Tomografia computadorizada de abdômen total (sem contraste);
* Endoscopia digestiva alta;
* pHmetria esofágica.
Os defensores argumentam que o acompanhamento médico contínuo é fundamental devido ao histórico clínico complexo do ex-presidente e à sua idade avançada.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, decorrente de condenação por tentativa de golpe de Estado.
Contudo, em 24 de março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido de caráter humanitário após o ex-presidente ser internado com um quadro grave de broncopneumonia.
Com o prazo temporário prestes a expirar no fim de junho, a apresentação dos novos laudos e dos resultados das tomografias solicitadas deve servir de base para que o STF avalie o caso daqui alguns dias.