
A morte brutal do agricultor Delson Bonete da Cruz, de 61 anos, continua cercada de mistério. Passados vários meses desde o crime, familiares da vítima cobram celeridade nas investigações e a responsabilização dos autores do que classificam como um dos casos mais chocantes já registrados na zona rural do município.
Delson foi encontrado morto e carbonizado no interior de sua própria residência, localizada no quilômetro 16 do Ramal Mendes Carlos I, uma região de difícil acesso na zona rural placidiana. O caso veio à tona após familiares estranharem a ausência de contato com o idoso por vários dias.

Segundo relatos, um dos filhos decidiu se deslocar até a propriedade para verificar a situação do pai e encontrou o imóvel completamente destruído pelas chamas. Durante buscas entre os escombros, foram localizados restos mortais da vítima em meio às cinzas.
As condições em que o corpo foi encontrado evidenciaram a violência da ocorrência. Conforme informações apuradas, fragmentos do crânio, da caixa torácica e da coluna vertebral foram encontrados entre os destroços consumidos pelo fogo.
Desde então, a Polícia Civil passou a investigar o caso, trabalhando com diferentes linhas investigativas. Entre as hipóteses analisadas está a de latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte. No entanto, até o momento, as autoridades não divulgaram oficialmente a identificação de suspeitos nem detalhes sobre a possível motivação do assassinato.

Enquanto as investigações prosseguem, familiares e amigos convivem com a dor da perda e a ausência de respostas concretas. A principal reivindicação da família é que o caso não caia no esquecimento e que os responsáveis sejam localizados, presos e submetidos ao devido processo legal.
A região onde ocorreu o crime possui características que dificultam o trabalho investigativo, especialmente devido ao isolamento geográfico e às condições de acesso agravadas durante o período chuvoso. Ainda assim, parentes da vítima acreditam que o avanço das diligências poderá esclarecer as circunstâncias do homicídio.
O caso permanece sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Plácido de Castro, que segue reunindo elementos para elucidar o crime.