Um paciente do SUS (Sistema Único de Saúde) entrou para a história da medicina brasileira ao ser submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico do país.
O procedimento conectou, em tempo real, as unidades do Hospital do Amor na Amazônia, em Porto Velho, em Rondônia, e Barretos, no interior de São Paulo, permitindo que a equipe médica acompanhasse e comandasse a cirurgia a quase 2.700 km de distância.
A intervenção foi realizada para tratar um câncer de reto. Enquanto a equipe presencial em Porto Velho ficou responsável pelo suporte ao paciente e pela condução assistencial, os especialistas em Barretos acompanharam toda a cirurgia e controlaram os instrumentos robóticos remotamente.
Para garantir a segurança do procedimento, os ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital de Amor, desenvolveram um protocolo específico de conectividade para telecirurgias robóticas. A operação utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância em 5G e uma rede dedicada por VPN, assegurando estabilidade e resposta em tempo real durante toda a cirurgia.
Um dos principais requisitos foi manter a latência abaixo de 100 milissegundos, tempo entre o comando realizado pelo cirurgião remoto e a resposta do robô no centro cirúrgico, padrão considerado essencial para esse tipo de procedimento.