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Na Bahia, Lula pede mais 4 anos para entregar a picanha: “Vai ter picanha, alcatra e maminha”

As declarações do presidente repercutiram nas redes sociais e voltaram a alimentar debates entre apoiadores e críticos do governo sobre inflação, custo de vida, poder de compra da população e o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Redação
Por: Redação Fonte: Web
22/07/2026 às 21h46 Atualizada em 22/07/2026 às 21h51
Na Bahia, Lula pede mais 4 anos para entregar a picanha: “Vai ter picanha, alcatra e maminha”
“Essa participação popular é o que dá dimensão à nossa independência”, disse Lula | Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a melhoria do poder de compra da população e afirmou que os trabalhadores brasileiros têm direito a consumir alimentos de maior qualidade. O evento marcou a retomada da produção da unidade, considerada estratégica pelo governo para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes.
 
Em seu discurso, Lula criticou a ideia de que famílias de baixa renda devam se contentar apenas com produtos mais baratos ou alimentos de qualidade inferior. “A gente não vai na feira depois das seis da tarde para comprar tomate amassado, laranja amassada”, afirmou. Em seguida, reforçou: “A gente não quer bofe, a gente quer filé. A gente quer picanha, a gente quer alcatra, a gente quer maminha.”
 
As declarações retomam uma das promessas mais conhecidas de Lula desde a campanha presidencial, quando a “picanha” passou a simbolizar o compromisso de ampliar o poder de compra dos brasileiros. A fala ocorreu em um momento em que o governo também busca destacar medidas voltadas à redução dos custos de produção agrícola, argumentando que o aumento da produção nacional de fertilizantes pode contribuir para diminuir a dependência de importações e, no longo prazo, ajudar a reduzir o preço dos alimentos.
 
Segundo o governo federal, a Fafen-BA recebeu investimento de aproximadamente R$ 100 milhões, retomou as operações em janeiro de 2026 e possui capacidade para produzir cerca de 1.300 toneladas diárias de ureia, o equivalente a aproximadamente 5% da demanda nacional. A expectativa é que a reativação da unidade gere centenas de empregos diretos e milhares de indiretos, além de fortalecer a produção agrícola brasileira.
 
As declarações do presidente repercutiram nas redes sociais e voltaram a alimentar debates entre apoiadores e críticos do governo sobre inflação, custo de vida, poder de compra da população e o cumprimento das promessas feitas durante a campanha eleitoral.
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