Sábado, 03 de Outubro de 2026
23°C 36°C
Plácido de Castro, AC
Publicidade

Menopausa vai além das ondas de calor, alerta ginecologista

Sono ruim, alterações de humor, queda de libido, ganho de peso e névoa mental também marcam a transição, que reúne mais de 40 sintomas ligados à qu...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
30/07/2026 às 15h00
Menopausa vai além das ondas de calor, alerta ginecologista
Imagem do Magnific/The Yuri Arcurs Collection

Apesar de muitas vezes ser reduzida às ondas de calor, a menopausa, que causa a queda dos hormônios ovarianos, afeta praticamente todos os sistemas do organismo e pode se manifestar de dezenas de formas diferentes: insônia, alterações de humor, redução da libido, ressecamento íntimo, ganho de peso, dores articulares e a chamada névoa mental estão entre os sinais menos associados a essa fase, o que leva muitas mulheres a buscar diferentes especialistas sem identificar a verdadeira causa das queixas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das mulheres vivencia a menopausa entre os 45 e os 55 anos, período em que a perda da função ovariana e a redução do estrogênio passam a interferir no bem-estar físico, emocional e social. Além dos sintomas mais conhecidos, a OMS reconhece que a transição altera a composição corporal, eleva o risco cardiovascular e contribui para a perda de densidade óssea, o que favorece a osteoporose.

Ainda assim, boa parte das mulheres não recebe orientação adequada: um levantamento do instituto Ipsos apontou que 44% das brasileiras com sintomas da menopausa não realizam nenhum tipo de tratamento.

Sintomas que passam despercebidos

Segundo a Dra. Natália Parizi, médica ginecologista, existem mais de 40 sintomas atribuídos à queda dos hormônios ovarianos, e muitos deles são confundidos com estresse ou com o próprio envelhecimento. "A menopausa é uma transição que afeta praticamente todos os sistemas do organismo, e muitos sintomas passam despercebidos ou são atribuídos ao estresse", afirma.

Entre as queixas frequentes que raramente são associadas ao climatério, a médica cita dores articulares, pele seca, queda de cabelo, aumento da gordura abdominal e até zumbidos, manifestações que fazem muitas pacientes passar anos em busca de um diagnóstico.

Quando procurar ajuda

A dificuldade de reconhecer esses sinais é um dos principais obstáculos no cuidado da mulher na perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa. Para a ginecologista, é o conjunto de mudanças que deve chamar atenção, sobretudo entre os 40 e os 50 anos, quando alterações no ciclo menstrual passam a se somar a sintomas físicos e emocionais que antes não existiam.

"Eles não precisam ser incapacitantes para merecer atenção. Se começam a comprometer o sono, o desempenho profissional, os relacionamentos, a vida sexual ou o bem-estar, já existe indicação para uma avaliação médica", pontua.

Na prática clínica, três queixas se repetem com frequência, de acordo com a especialista: alterações do sono, névoa mental e sudorese noturna. A privação crônica de sono compromete a disposição, o humor e a produtividade, enquanto a dificuldade de concentração e os esquecimentos frequentes costumam gerar preocupação.

A médica esclarece que essas alterações cognitivas são comuns na transição e, na maioria dos casos, não indicam o início de uma doença neurodegenerativa. Os efeitos, no entanto, ultrapassam a esfera física e podem afetar a autoestima, o desejo sexual e as relações familiares e conjugais.

Cuidado individualizado

Por não ser uma doença, mas uma fase vivida de forma única por cada mulher, a menopausa exige acompanhamento personalizado. A definição da melhor estratégia considera a idade, o tempo desde a menopausa, a intensidade dos sintomas, o histórico pessoal e familiar, o risco cardiovascular, a saúde óssea e o perfil metabólico, além da rotina, do sono e dos hábitos de vida de cada paciente.

"Não existe uma única menopausa, assim como não existe um único tratamento", resume Dra. Natália Parizi. Quando indicada, a terapia hormonal segue como o tratamento mais eficaz para os sintomas, mas a decisão deve ser baseada na análise entre benefícios e riscos individuais.

A orientação da médica é que a menopausa seja encarada como uma oportunidade de investir na saúde futura, com a adoção de hábitos como a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, o sono de qualidade e o cuidado com a saúde mental.

O acompanhamento periódico permite identificar precocemente fatores de risco e planejar estratégias de prevenção, favorecendo um envelhecimento mais ativo e com maior qualidade de vida.

Para saber mais, basta acessar: https://dranataliaparizi.com.br/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Thaís Abrahão
Sociedade Há 8 horas

4º Fórum Coexistir coloca inclusão no centro do debate

Evento reuniu especialistas para discutir diversidade, segurança psicológica, racismo e desigualdade, destacando a importância de transformar culturas e práticas organizacionais.

Magnific
Sociedade Há 9 horas

EUA x China pode motivar ciberespionagem na América Latina

ESET identificou 90% dos alvos do FamousSparrow na região entre meados de 2025 e 2026; Brasil não aparece na campanha recente, mas já esteve entre os países atingidos pelo grupo.

Imagem gerada por IA (ChatGPT)
Sociedade Há 11 horas

LGPD reforça importância da privacidade desde a concepção

Conceito que já é referência legal na LGPD ganha força em 2026, à medida que a ANPD detalha seu plano de fiscalização e passa a exigir que a proteção de dados esteja presente desde a concepção de qualquer produto ou serviço — e não como um ajuste ...

Imagem do Magnific/wavebreakmedia_micro
Sociedade Há 13 horas

Sangramento na gengiva pede avaliação, alerta dentista

Periodontista explica que sangramento recorrente na escovação ou lesões persistentes na gengiva podem sinalizar gengivite ou periodontite, detalha causas mais comuns do quadro e os riscos de adiar o diagnóstico odontológico

Olia Danilevich/Pexels
Sociedade Há 17 horas

Sair das dívidas: especialista explica o primeiro passo

Levantamento com 2.186 endividados, entre junho e setembro de 2026, mostra que a barreira mais citada não é a falta de dinheiro: 44,6% não sabem por onde começar. Para Nádia Pace, a dívida é consequência; o problema é a ordem em que a pessoa tenta...

Plácido de Castro, AC
25°
Tempo nublado
Mín. 23° Máx. 36°
25° Sensação
0.72 km/h Vento
69% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h11 Nascer do sol
19h23 Pôr do sol
Domingo
39° 25°
Segunda
39° 22°
Terça
38° 23°
Quarta
39° 25°
Quinta
42° 25°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,10%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 468,431,17 +0,18%
Ibovespa
192,114,55 pts 2.63%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias