Sábado, 03 de Outubro de 2026
23°C 36°C
Plácido de Castro, AC
Publicidade

CFM regulamenta PRP em condições osteomusculares

Norma do Conselho Federal de Medicina, em vigor desde 15 de julho de 2026, retira o plasma rico em plaquetas da condição de técnica experimental e ...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
31/07/2026 às 15h10
CFM regulamenta PRP em condições osteomusculares
Divulgação Medil/Dr. Gabriel Ferraz Ferreira

O plasma rico em plaquetas (PRP) deixou de ser tratado como técnica experimental na medicina brasileira. Desde 15 de julho de 2026, está em vigor a nova resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de número 2.464/2026, que autoriza o uso do PRP como procedimento complementar no tratamento de quatro condições osteomusculares: osteoartrite de joelho, discopatia lombar, epicondilite lateral do cotovelo e reparo meniscal. A norma foi publicada no Diário Oficial da União e revoga a resolução de 2015, que classificava a aplicação como experimental e restringia seu uso a protocolos de pesquisa.

A regulamentação estabelece critérios rígidos de indicação, segurança, rastreabilidade e responsabilidade médica para a realização do procedimento. Entre as exigências, o texto determina consentimento livre e esclarecido do paciente, registro detalhado em prontuário e acompanhamento clínico proporcional à condição tratada, além de vedar o uso do PRP como promessa de cura ou garantia de regeneração dos tecidos.

O que muda na prática

Com a mudança, o médico passa a contar com respaldo normativo para oferecer o PRP nas indicações previstas, algo que não existia de forma objetiva anteriormente. O plasma rico em plaquetas é um produto biológico autólogo, obtido a partir do sangue do próprio paciente e processado para concentrar plaquetas, células associadas à cicatrização e à reparação de tecidos. Antes da nova norma, o procedimento só podia ser utilizado dentro de protocolos de pesquisa aprovados por comitês de ética, o que limitava o acesso dos pacientes fora desse contexto.

De acordo com o Prof. Dr. Gabriel Ferraz, ortopedista especializado em cirurgia do pé e tornozelo, a resolução representa um marco para a área.

"Com a entrada em vigor da resolução, o PRP deixa de ser tratado como procedimento experimental e passa a ser reconhecido como um recurso terapêutico complementar dentro da ortopedia, desde que respeitadas as indicações específicas previstas na norma. Isso significa que o médico agora tem um respaldo normativo claro para oferecer o PRP nessas condições, com critérios definidos de segurança, rastreabilidade e responsabilidade profissional, o que antes não existia de forma tão objetiva", afirma.

O especialista atribui a mudança ao amadurecimento das evidências científicas. Segundo ele, o uso do PRP permaneceu restrito a protocolos de pesquisa por anos em razão da insuficiência de estudos e da falta de padronização das técnicas. "Nos últimos anos, houve uma expansão importante da literatura médica, principalmente envolvendo a osteoartrite de joelho, o que permitiu ao CFM reconhecer o PRP como recurso terapêutico adjuvante em indicações específicas, sempre com critérios técnicos, éticos e sanitários rigorosos", explica.

Segurança e limites do procedimento

A norma também busca equilibrar a ampliação do acesso com a proteção do paciente. O documento autoriza o PRP apenas como tratamento complementar, e não como substituto de terapias clínicas, reabilitacionais, intervencionistas ou cirúrgicas, quando estas forem indicadas. Nos procedimentos que envolvem a coluna vertebral, a aplicação deve ocorrer em ambiente hospitalar, com orientação por imagem e execução por médicos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nas áreas previstas na resolução.

Dr. Gabriel Ferraz reforça que o paciente precisa estar ciente das limitações do tratamento antes de sua realização. "Antes de realizar o procedimento, o paciente precisa passar por uma indicação médica criteriosa e assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, que deve conter informações claras sobre os benefícios esperados, as limitações científicas do tratamento, os riscos envolvidos e as alternativas terapêuticas disponíveis", detalha.

O ortopedista acrescenta que o PRP não pode ser aplicado em casos de infecção ativa no local da aplicação, neoplasia ativa ou condições hematológicas incompatíveis.

Para o especialista, a regulamentação formaliza e padroniza uma prática que a evidência científica já vinha sustentando há algum tempo, mas que depende de critério clínico e de comunicação transparente.

"É um avanço relevante, mas que exige do médico critério clínico e comunicação transparente com o paciente sobre o que o tratamento pode e não pode oferecer", conclui.

A nova norma do CFM, portanto, insere o PRP de forma definitiva entre os recursos terapêuticos da ortopedia, condicionando seu uso a indicações específicas e a um conjunto de salvaguardas voltadas à segurança dos pacientes.

Para mais informações, basta acessar: https://drgabrielferraz.com.br/prp/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Thaís Abrahão
Sociedade Há 8 horas

4º Fórum Coexistir coloca inclusão no centro do debate

Evento reuniu especialistas para discutir diversidade, segurança psicológica, racismo e desigualdade, destacando a importância de transformar culturas e práticas organizacionais.

Magnific
Sociedade Há 9 horas

EUA x China pode motivar ciberespionagem na América Latina

ESET identificou 90% dos alvos do FamousSparrow na região entre meados de 2025 e 2026; Brasil não aparece na campanha recente, mas já esteve entre os países atingidos pelo grupo.

Imagem gerada por IA (ChatGPT)
Sociedade Há 11 horas

LGPD reforça importância da privacidade desde a concepção

Conceito que já é referência legal na LGPD ganha força em 2026, à medida que a ANPD detalha seu plano de fiscalização e passa a exigir que a proteção de dados esteja presente desde a concepção de qualquer produto ou serviço — e não como um ajuste ...

Imagem do Magnific/wavebreakmedia_micro
Sociedade Há 13 horas

Sangramento na gengiva pede avaliação, alerta dentista

Periodontista explica que sangramento recorrente na escovação ou lesões persistentes na gengiva podem sinalizar gengivite ou periodontite, detalha causas mais comuns do quadro e os riscos de adiar o diagnóstico odontológico

Olia Danilevich/Pexels
Sociedade Há 17 horas

Sair das dívidas: especialista explica o primeiro passo

Levantamento com 2.186 endividados, entre junho e setembro de 2026, mostra que a barreira mais citada não é a falta de dinheiro: 44,6% não sabem por onde começar. Para Nádia Pace, a dívida é consequência; o problema é a ordem em que a pessoa tenta...

Plácido de Castro, AC
25°
Tempo nublado
Mín. 23° Máx. 36°
25° Sensação
0.72 km/h Vento
69% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
07h11 Nascer do sol
19h23 Pôr do sol
Domingo
39° 25°
Segunda
39° 22°
Terça
38° 23°
Quarta
39° 25°
Quinta
42° 25°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,10%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 468,431,17 +0,18%
Ibovespa
192,114,55 pts 2.63%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias