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Tragédia em Plácido de Castro: Defesa contesta versão sobre acidente e nega que motorista estivesse embriagado
Segundo a defesa, condutor não ingeriu bebida alcoólica, afirma que trafegava com os faróis ligados e deixou o local por temer represálias de populares
10/08/2026 16h37 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Defesa apresenta a versão do condutor sobre o acidente ocorrido em Plácido de Castro e afirma que veículo foi disponibilizado para perícia técnica - Foto: Instagram.

A defesa do condutor Marcos Castro da Silva, 49 anos,  envolvido no acidente que terminou com a morte de Cherlande Silva, de 43 anos, apresentou esclarecimentos sobre a versão dos fatos. Segundo David Santos, seu cliente não ingeriu bebida alcoólica no dia do acidente e não esteve em nenhum bar antes da ocorrência.

Dessa forma, a defesa afirma que não reconhece como verdadeiras as informações de que o motorista estaria conduzindo o veículo após consumir álcool.

Em relação à informação de que o automóvel estaria trafegando com os faróis apagados, o condutor afirma que as luzes estavam ligadas antes e no momento da colisão.

Ainda segundo a versão apresentada, após o impacto, o sistema de iluminação do veículo teria apresentado uma aparente falha. A defesa afirma que essa circunstância poderá ser esclarecida por meio de perícia técnica, destacando que o automóvel foi colocado à disposição da polícia.

Sobre a dinâmica do acidente, o condutor relata que trafegava a uma velocidade aproximada de 40 a 60 km/h quando duas mulheres que estavam com uma bicicleta, em local diverso da ciclovia, teriam se desequilibrado no momento em que uma delas tentava subir na garupa.

Conforme a versão apresentada à defesa, as mulheres teriam avançado para a pista de rolamento. O motorista afirma que tentou frear e desviar o veículo, mas não conseguiu evitar completamente a colisão devido à proximidade e à rapidez dos acontecimentos.

Ainda segundo o relato, o impacto teria ocorrido na lateral do automóvel.

A respeito de sua saída do local do acidente, o condutor afirma que tentou buscar ajuda e prestar socorro imediatamente após a colisão.

Segundo a defesa, entretanto, houve aglomeração de populares e o motorista teria sido advertido para deixar o local diante da possibilidade de chegada de familiares das vítimas.

Diante da situação, ele afirma ter deixado o local por temer pela própria integridade física. A defesa ressalta que o cliente reside há pouco tempo em Plácido de Castro, não conhece os familiares envolvidos e teria ficado receoso com possíveis represálias.

A defesa também contesta a informação de que o automóvel teria sido simplesmente abandonado.

Segundo os esclarecimentos, o veículo foi deixado em um terreno pertencente a um conhecido. Posteriormente, por intermédio da defesa, o próprio cliente teria disponibilizado as chaves à autoridade policial para que o automóvel fosse recolhido à Delegacia e submetido à perícia.

A defesa afirma que a medida demonstra o interesse do condutor na preservação e produção da prova técnica.

Quanto ao comparecimento à Delegacia, a defesa informa que amigos e conhecidos inicialmente orientaram o condutor a se apresentar no domingo.

Entretanto, por se tratar do Dia dos Pais, a defesa manteve contato com a autoridade policial e, segundo o esclarecimento, ficou ajustada a apresentação espontânea para esta segunda-feira, às 11 horas.

Ainda conforme a defesa, desde o acidente o cliente permaneceu em sua residência, aguardando orientações de seus representantes legais, e afirma que não teve intenção de se furtar à aplicação da lei.

As informações apresentadas nesta matéria correspondem exclusivamente à versão e aos esclarecimentos fornecidos pela defesa do condutor, cabendo às autoridades responsáveis pela investigação apurar os fatos e confrontar os relatos com as provas técnicas e demais elementos do caso.