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Problemas no sono aos 40 anos podem aumentar a chance de Alzheimer aos 80

Estudo indica que o sono de má qualidade nessa fase da vida pode contribuir para mudanças neurológicas precoces relacionadas ao Alzheimer, décadas antes do surgimento dos sintomas clínicos

Redação
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
17/08/2026 às 18h28
Problemas no sono aos 40 anos podem aumentar a chance de Alzheimer aos 80
60% dos profissionais têm dificuldade real de fazer pausas ao longo do dia de trabalho • Pexels

Hábitos de sono aos 40 anos influenciam o surgimento de biomarcadores do Alzheimer aos 80, segundo um estudo realizado em colaboração por faculdades americanas e francesas.

Problemas como insônia, sonolência diurna e excesso de sono estão correlacionados a alterações cerebrais prejudiciais e níveis anormais de proteínas no sangue, o que pode aumentar a chance do desenvolvimento de biomarcadores do Alzheimer. 

O levantamento acompanhou mais de 1.300 da meia-idade durante duas décadas.        

O estudo mostra que as características do sono por volta dos 40 anos estão significativamente ligadas à integridade cerebral 20 anos depois, e a níveis desfavoráveis de biomarcadores da doença de Alzheimer.

Segundo a pesquisa, a insônia foi associada a um maior grau de atrofia cerebral. A dificuldade para iniciar ou manter o sono foi ligada a um maior índice de atrofia cerebral com padrões semelhantes aos do Alzheimer.

Participantes com insônia apresentaram uma carga de atrofia cerca de 8% maior do que aqueles sem esses sintomas.

Já a baixa qualidade do sono mostrou impacto nos indicadores de lesão neuronal.

A qualidade do descanso e a sonolência diurna foram associadas a níveis mais elevados de neurofilamento leve (NfL), um marcador de lesão neuronal e neurodegeneração.

Os resultados do estudo sugerem que o sono é um fator de risco modificável crucial, agindo muito antes dos primeiros sintomas clínicos do Alzheimer aparecerem. 

Como o sono é visto como um fator de risco modificável para o Alzheimer, o relatório sugere algumas maneiras de se ter um "sono saudável" na meia-idade. 

O levantamento indica manter uma duração equilibrada, entre 6 e 9 horas diárias, tratar sintomas de insônia, monitorar a sonolência diurna e tratar condições subjacentes, como apneia do sono.

O estudo foi realizado em conjunto por pesquisadores das universidades: Université Paris Cité e Université Sorbonne Paris Nord, Inserm (Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França), University of Alabama at Birmingham, Northwestern University (Feinberg School of Medicine) e University of California San Francisco (UCSF).

 

 

 

 

 

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