Sexta, 02 de Outubro de 2026
22°C 39°C
Plácido de Castro, AC
Publicidade

Disputa por acesso e antigas desavenças termina com um morto e outro baleado na zona rural de Acrelândia

Homem conhecido na região como Adelson morreu durante o confronto; Esmael Carlos Fragoso foi atingido por disparos e permanece em estado grave. Versões apresentadas por familiares e moradores divergem sobre a posse e o acesso à área.

Redação
Por: Redação
21/08/2026 às 07h06 Atualizada em 21/08/2026 às 07h18
Disputa por acesso e antigas desavenças termina com um morto e outro baleado na zona rural de Acrelândia
Homem morreu durante confronto em área rural de Acrelândia; outro homem também foi baleado e levado em estado grave para Rio Branco - Foto: Reprodução.

Uma disputa que, segundo relatos de moradores e familiares, já se arrastava havia algum tempo terminou de forma trágica no início da noite desta quinta-feira (20), no Seringal Itamaraty, zona rural de Acrelândia. Um homem identificado por moradores como Adelson Botelho morreu no local após ser atingido por disparos. O proprietário rural Esmael Carlos Fragoso também foi baleado e precisou ser socorrido em estado grave para o Pronto-Socorro de Rio Branco.

As primeiras informações sobre o episódio foram apresentadas por familiares de Esmael, que afirmaram que havia conflitos anteriores relacionados à circulação de pessoas pela propriedade e ao acesso às margens do Rio Abunã. Segundo essa versão, um grupo teria entrado novamente na área e, durante uma discussão, Esmael teria sido atingido por tiros e reagido. Um dos envolvidos acabou morto.

Entretanto, relatos encaminhados por moradores da região apresentam uma versão diferente e contestam a caracterização do local como propriedade com acesso exclusivamente particular. Segundo essas pessoas, o ramal seria antigo, teria sido construído pelo poder público e seria utilizado há anos pela população local como via de acesso, inclusive por moradores que vivem do outro lado do Rio Abunã.

Também há relatos de que a área possui um porto utilizado tradicionalmente pela comunidade. Moradores afirmam ainda que teria existido uma controvérsia envolvendo uma porteira instalada no acesso e que o Ministério Público teria determinado sua retirada para assegurar a passagem de moradores. As alegações, contudo, precisam ser oficialmente confirmadas pelos documentos e pelas autoridades responsáveis.

Outro ponto citado nos relatos é uma suposta intervenção em uma ponte existente na região. Segundo moradores, a estrutura também teria sido construída pelo poder público e teria sido danificada após conflitos relacionados ao acesso. Há ainda acusações de ameaças e desentendimentos anteriores envolvendo Esmael e pessoas que utilizavam a passagem. A família do produtor, por sua vez, contesta a versão de que ele teria impedido ilegalmente a circulação de moradores.

Esmael também seria alvo de uma ação judicial relacionada justamente à questão do acesso pela área. A família sustenta que o produtor já havia comunicado às autoridades a presença frequente de pessoas no local e afirma que ele possui diagnóstico de transtorno mental. Os familiares relatam que algumas pessoas utilizavam a região para consumir bebidas alcoólicas, ouvir música em volume elevado e acessar o rio para momentos de lazer.

As versões conflitantes tornam ainda mais importante a apuração oficial dos fatos. Até o momento, não é possível afirmar, com segurança, quem iniciou os disparos, qual foi a sequência dos acontecimentos ou em que circunstâncias ocorreu a morte de Adelson. Como ele morreu, sua versão sobre o confronto não poderá ser apresentada diretamente à investigação, tornando essenciais os depoimentos de eventuais testemunhas, os exames periciais e demais provas que possam reconstruir a dinâmica do episódio.

Familiares e moradores também questionam por que os conflitos anteriores não teriam sido solucionados pelas vias legais antes que a situação chegasse ao extremo. Entre as questões levantadas estão o direito de passagem, a situação jurídica do ramal, o uso da ponte e a existência de eventuais determinações judiciais ou recomendações do Ministério Público.

A Polícia Civil deverá reunir os elementos necessários para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, identificar responsabilidades e verificar a procedência das diferentes versões apresentadas. A perícia, os depoimentos, documentos relacionados à área e eventuais decisões judiciais poderão ser fundamentais para determinar o que realmente aconteceu.

O caso provocou comoção entre moradores da região, especialmente entre aqueles que conheciam Adelson Botelho. Relatos o descrevem como um homem simples e pai de família, conhecido há muitos anos no município. A tragédia reacende ainda o debate sobre conflitos fundiários, direito de acesso e a necessidade de que disputas dessa natureza sejam solucionadas pelos mecanismos legais antes que desentendimentos terminem em violência.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Plácido de Castro, AC
27°
Chuvas esparsas
Mín. 22° Máx. 39°
28° Sensação
0.42 km/h Vento
62% Umidade
22% (0.15mm) Chance chuva
07h11 Nascer do sol
19h24 Pôr do sol
Sábado
39° 25°
Domingo
40° 25°
Segunda
39° 22°
Terça
38° 23°
Quarta
38° 23°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,22 +0,10%
Euro
R$ 5,87 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 468,403,60 +0,17%
Ibovespa
192,114,55 pts 2.63%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias