
Um incêndio de grandes proporções mobilizou, no começo da tarde deste domingo, 30 de agosto, equipes de segurança do Acre e moradores da região de fronteira para conter as chamas em Puerto Evo, na Bolívia, vizinho à de Plácido de Castro.
O fogo teve início por volta das 13 horas, em um depósito de madeira pertencente ao empresário Marcelo, proprietário de uma loja que comercializa diversos tipos de produtos. As chamas se espalharam rapidamente e destruíram completamente o espaço utilizado para armazenamento.
Diante da intensidade do incêndio e da proximidade com a fronteira brasileira, uma força-tarefa foi articulada para prestar apoio no combate ao sinistro. Uma Guarnição de Incêndio Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), que possui base em Plácido de Castro, foi empregada na ocorrência com o auxílio de um carro-pipa disponibilizado pela Prefeitura.
Também foram deslocadas uma VTR ABT (Auto Bomba Tanque) de Rio Branco e outra guarnição que atua na base de Acrelândia, reforçando o trabalho de contenção.
A operação contou ainda com a participação de uma equipe do GEFRON, que permaneceu no local para auxiliar no que fosse necessário, além de integrantes que já atuavam na região pela operação de combate a incêndios florestais.

Segundo informações repassadas pelo comandante do CBMAC, coronel Charles, a atuação conjunta foi possível após o acionamento do sistema de segurança pública por meio da estrutura de fiscalização mantida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) na fronteira com a Bolívia.
Na barreira de fiscalização permanecem equipes da Força Nacional, que também foram mobilizadas para prestar apoio aos vizinhos bolivianos diante da emergência.
A resposta integrada envolveu, portanto, diferentes forças e estruturas públicas, demonstrando a articulação existente na região de fronteira diante de situações emergenciais.
O comandante do CBMAC destacou o trabalho das equipes envolvidas na ocorrência e agradeceu o empenho dos profissionais que participaram da operação.

Além da atuação dos órgãos de segurança, moradores e populares contribuíram diretamente para o enfrentamento das chamas, utilizando os recursos disponíveis para tentar impedir que o fogo avançasse ainda mais.
Com a ação conjunta, o incêndio foi controlado após consumir totalmente o depósito de madeira. Apesar da dimensão do sinistro, não houve registro de vítimas, ficando a ocorrência restrita a prejuízos materiais.
Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o início do incêndio. As circunstâncias que levaram ao surgimento das primeiras chamas deverão ser esclarecidas posteriormente pelas autoridades responsáveis.
A ocorrência reforça a importância da integração entre as forças de segurança brasileiras e as estruturas locais da região fronteiriça, especialmente em situações que exigem uma resposta rápida para evitar que incêndios de grandes proporções causem danos ainda maiores.