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4 em cada 10 brasileiros apresentam sinais clínicos de ansiedade em meio à crise ambiental, aponta estudo inédito da Natura

Desenvolvido pela área de Ciências do Bem-Estar & Neurociências da Natura, o Projeto Apoena reuniu neurociência, psicologia e inteligência artificial para investigar como eventos climáticos extremos, a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas vêm influenciando a saúde emocional da população brasileira

Com Informações da Assessoria
Por: Com Informações da Assessoria Fonte: Com informações da assessoria
01/09/2026 às 13h11
4 em cada 10 brasileiros apresentam sinais clínicos de ansiedade em meio à crise ambiental, aponta estudo inédito da Natura


  • A degradação do meio ambiente já impacta a saúde mental dos brasileiros, segundo estudo que apresenta uma nova ferramenta de avaliação.
  • Projeto Apoena valida ferramenta inédita para monitorar sofrimento causado pela ligação emocional com a natureza e identifica marcas da crise ambiental na voz humana;
  • Rotinas de autocuidado e conexão com a natureza emergem como fatores de proteção emocional.

 




A crise ambiental já não impacta apenas florestas, rios e cidades. Ela também está afetando a forma como os brasileiros se sentem. Um estudo científico realizado pela Natura em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) mostra que 4 em cada 10 brasileiros apresentam sinais clínicos de ansiedade associados à degradação ambiental, evidenciando uma relação cada vez mais profunda entre a saúde do planeta e o bem-estar das pessoas.

Desenvolvido pela área de Ciências do Bem-Estar & Neurociências da Natura, o Projeto Apoena reuniu neurociência, psicologia e inteligência artificial para investigar como eventos climáticos extremos, a perda da biodiversidade e a degradação dos ecossistemas vêm influenciando a saúde emocional da população brasileira. Os resultados indicam que esse sofrimento pode se manifestar de forma significativa no cotidiano dos brasileiros, com quase metade dos participantes (44,7%) dos participantes pontuando acima do limiar clínico para ansiedade.

O estudo dá continuidade a uma trajetória de mais de duas décadas da Natura na investigação das relações entre bem-estar, comportamento humano e natureza. Com o Projeto Apoena, a companhia amplia esse olhar ao produzir evidências científicas sobre os impactos emocionais da crise ambiental e contribuir para o avanço do debate sobre saúde ecoafetiva - sofrimento causado pela ligação emocional com a natureza - no Brasil.

A principal inovação metodológica da pesquisa foi a validação da primeira escala científica brasileira voltada à medição da solastalgia - termo que descreve a angústia ou o sofrimento psicológico gerado pela degradação do ambiente em que se vive.

Batizada de BSS-Br (Brief Solastalgia Scale – versão brasileira), a ferramenta foi aplicada em uma amostra de mais de 1.750 participantes de todas as regiões e faixas etárias do país. A validação da escala oferece ao Brasil, pela primeira vez, um instrumento padronizado para monitorar os impactos emocionais da degradação ambiental e identificar precocemente sinais de vulnerabilidade psicológica associados a esse contexto.

O resultado médio da população brasileira atingiu 3,90 em uma escala contínua de 1 a 5, indicando níveis moderados a altos de sofrimento ligado à perda da natureza. As maiores pontuações foram observadas em áreas urbanizadas das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, desenhando um mapa de vulnerabilidade territorial em que o sofrimento acompanha o avanço de fenômenos como queimadas, poluição e eventos climáticos extremos. A preocupação com o desaparecimento definitivo de aspectos únicos da natureza foi o indício mais predominante, apontado por 88% dos participantes.

 

Evidências acústicas associadas ao sofrimento ambiental 

Além de medir a percepção dos participantes, o estudo identificou evidências de que o sofrimento relacionado à degradação ambiental apresentou associação com padrões identificados na voz. A análise de pequenos áudios gravados pelos respondentes revelou padrões acústicos associados a níveis mais elevados de sofrimento ecoafetivo, abrindo novas possibilidades para o monitoramento preventivo da saúde mental.

Ao processar 68 características acústicas e comparar os padrões vocais de indivíduos com altos e baixos níveis de solastalgia, os pesquisadores identificaram dez fatores capazes de explicar 57% da variação nos indicadores de bem-estar subjetivo. Os resultados apontam que experiências de sofrimento relacionadas à perda da natureza podem deixar marcas mensuráveis na expressão vocal humana.

“A voz registra mudanças fisiológicas e emocionais que muitas vezes passam despercebidas. O que observamos é que experiências relacionadas ao sofrimento ambiental também deixam marcas nesses padrões vocais. Isso amplia as possibilidades de pesquisa para o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento mais acessíveis, escaláveis e preventivas”, explica o Professor Dr. Lucas Murrins, da Faculdade de Ciências Médicas Santa Casa de São Paulo.

A descoberta abre caminho para o uso de sinais que o nosso corpo dá através dos sons, como por exemplo, voz, tosse ou respiração, no acompanhamento de populações vulneráveis ou afetadas por eventos extremos, como enchentes, secas prolongadas e outras catástrofes ambientais.

“O Projeto Apoena traduz a forma como a Natura entende a ciência, conectada aos desafios reais da sociedade. Ao unir diferentes áreas do conhecimento, conseguimos transformar um fenômeno ainda pouco mensurado em evidências capazes de orientar pesquisas e novas formas de promover bem-estar. Mais do que gerar conhecimento, buscamos ampliar a capacidade de cuidar das pessoas em um contexto de profundas transformações ambientais”, destaca Manuel Rios, diretor executivo de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Natura.

 

A rotina como cuidado

Se a crise ambiental aparece como fonte de ansiedade, a rotina surge como um importante espaço de proteção emocional. O estudo também identificou que os brasileiros estão fortalecendo pequenos rituais cotidianos de autocuidado, conforto e conexão para lidar com as incertezas do cenário climático.

Permanecer em casa para descanso e lazer tornou-se a principal fonte de lazer para quase metade dos participantes (47,9%). Nesse contexto, o banho aparece como um dos momentos mais relevantes de reequilíbrio emocional: 87% das mulheres entrevistadas apontaram o hábito diário como uma das principais práticas associadas ao bem-estar seguido por práticas de autocuidado com pele e cabelos (71,9%).

A pesquisa também identificou que formas simples de conexão com a natureza no ambiente doméstico podem contribuir para níveis mais elevados de bem-estar. Entre os participantes, aqueles que cultivam plantas em casa apresentaram indicadores significativamente mais positivos.

Os resultados reforçam a importância de abordagens preventivas que promovam letramento emocional e ampliem oportunidades de contato cotidiano com a natureza. Nesse contexto, a Natura defende a incorporação de “doses diárias de natureza” às rotinas pessoais, sociais e corporativas, como forma de fortalecer a saúde emocional diante dos desafios ambientais contemporâneos.

Essa convicção está presente na trajetória da companhia, que há mais de 25 anos desenvolve cadeias produtivas com comunidades amazônicas e atua para promover impacto socioambiental positivo em sua rede de relações. A empresa também mantém iniciativas de apoio a populações afetadas por eventos climáticos extremos e compromissos públicos voltados à regeneração ambiental, inclusão social e desenvolvimento humano.

Para a Natura, os resultados do Projeto Apoena reforçam uma compreensão cada vez mais evidente: o bem-estar das pessoas depende da qualidade das relações que estabelecem entre si e com a natureza. Ao demonstrar cientificamente os impactos emocionais da degradação ambiental, o estudo amplia o debate sobre saúde mental no Brasil e aponta para a regeneração ambiental como parte fundamental da construção de uma sociedade mais resiliente.

 

Sobre a Natura

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. Os produtos da marca podem ser adquiridos através das 2,8  milhões de consultoras, via e-commerce, aplicativo, ou nas mais de mil lojas. Para mais informações, visite www.natura.com.br  ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram

Informações para imprensa
Loures Consultoria - [email protected]

 

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