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GEFRON apreende mais de 2,1 toneladas de drogas e provoca prejuízo de R$ 26,6 milhões ao crime no Acre

Balanço de janeiro a agosto de 2026 revela 102 ocorrências, 92 conduções ou prisões, 36 veículos apreendidos ou recuperados e dezenas de milhares de produtos retirados de circulação

Redação
Por: Redação
02/09/2026 às 05h43
GEFRON apreende mais de 2,1 toneladas de drogas e provoca prejuízo de R$ 26,6 milhões ao crime no Acre
Policiais do Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON) durante ação de fiscalização na região de fronteira do Acre; operações miram o tráfico de drogas, descaminho, organizações criminosas e outros delitos transfronteiriços - Foto ilustrativa.

O cerco das forças de segurança contra o crime organizado e os delitos transfronteiriços ganhou números expressivos no Acre. Dados consolidados pelo Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON), referentes ao período de janeiro a agosto de 2026, apontam uma atuação intensa nas regiões de fronteira do Estado, com apreensões de drogas, armas, munições, veículos e mercadorias, além do cumprimento de mandados de prisão.

De acordo com o relatório estatístico de produtividade, foram registradas 102 ocorrências gerais nos oito primeiros meses do ano. Entre os principais registros estão 29 ocorrências de descaminho, 26 cumprimentos de mandados de prisão e 25 ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas.

Somadas, essas três modalidades correspondem a 80 ocorrências, representando a maior parte da atividade operacional contabilizada pelo grupo especializado.

Mais de duas toneladas de drogas retiradas das rotas criminosas

Um dos resultados mais expressivos está relacionado ao combate ao tráfico de entorpecentes. Entre janeiro e agosto, o GEFRON apreendeu 2.170,372 quilos de drogas, volume superior a 2,1 toneladas.

O mês de março concentrou a maior apreensão do período, com 1.001,450 quilos de entorpecentes, equivalente a aproximadamente 46% de todo o volume apreendido nos oito meses.

Agosto aparece na sequência, com 415,342 quilos, enquanto fevereiro contabilizou 375 quilos e maio, 183,120 quilos.

Somente março e agosto foram responsáveis por aproximadamente 65% de toda a droga apreendida no período analisado.

O resultado evidencia a importância das operações de fiscalização, patrulhamento e inteligência realizadas nas áreas de fronteira, consideradas estratégicas para impedir que rotas utilizadas por grupos criminosos sejam transformadas em corredores para o transporte de substâncias ilícitas.

Descaminho também está na mira

A atuação do GEFRON não ficou restrita ao combate ao tráfico de drogas. As operações contra o descaminho também produziram números significativos.

Foram contabilizadas 29 ocorrências dessa natureza, com a apreensão de 34.040 maços de cigarros e impressionantes 55.260 unidades de desodorantes Dove, além de outras mercadorias vinculadas às ocorrências.

Somente esses dois produtos totalizam 89.300 unidades apreendidas, demonstrando a dimensão da fiscalização sobre mercadorias transportadas irregularmente pela região fronteiriça.

Mandados cumpridos e 92 conduções ou prisões

O trabalho policial também resultou na localização de pessoas procuradas pela Justiça.

Segundo o balanço, foram cumpridos 26 mandados de prisão entre janeiro e agosto. O relatório contabiliza ainda 92 conduções/prisões decorrentes das ações operacionais realizadas no período.

Para as forças de segurança, o cumprimento dessas ordens judiciais representa uma frente importante no enfrentamento à criminalidade, especialmente em uma área marcada pela circulação de pessoas e veículos entre diferentes pontos da fronteira.

Veículos, armas e munições fora das mãos do crime

Durante as operações, 36 veículos foram apreendidos ou recuperados. A medida possui relevância estratégica porque automóveis e motocicletas podem ser utilizados no transporte de drogas, armas, mercadorias de origem ilícita e outros materiais relacionados a atividades criminosas.

O balanço aponta ainda a retirada de circulação de 8 armas de fogo e 19 munições.

A apreensão desses materiais representa mais um golpe preventivo contra estruturas criminosas que dependem de armamento para garantir o domínio de rotas, realizar ameaças ou praticar outros delitos.

R$ 26,6 milhões de prejuízo estimado ao crime

Um dos dados que mais chama atenção no relatório é o indicador de descapitalização das organizações criminosas.

Entre janeiro e agosto de 2026, o GEFRON contabilizou R$ 26.606.486,00 em prejuízo ou descapitalização estimada das atividades criminosas.

Março foi o mês de maior impacto financeiro, com R$ 9.048.885,00, seguido por agosto, que registrou R$ 5.302.292,00.

Juntos, os dois meses representam aproximadamente 54% de toda a descapitalização contabilizada no período.

O indicador demonstra que a estratégia policial vai além da retirada de drogas e outros produtos ilícitos das ruas. Ao atingir bens, mercadorias e estruturas utilizadas pelas organizações criminosas, as operações também buscam comprometer a capacidade financeira desses grupos.

É importante diferenciar esse valor do dinheiro efetivamente encontrado durante as ocorrências. O relatório registra R$ 18.542,00 em espécie apreendidos, enquanto os R$ 26,6 milhões correspondem ao indicador de prejuízo/descapitalização estimado das atividades criminosas.

Um balanço que expõe a dimensão do policiamento de fronteira

Os números consolidados pelo GEFRON entre janeiro e agosto de 2026 traçam um panorama da atuação especializada no combate aos crimes transfronteiriços no Acre.

Em oito meses, foram contabilizados:

  • 102 ocorrências gerais;
  • 25 ocorrências de tráfico de drogas;
  • 29 ocorrências de descaminho;
  • 2.170,372 kg de entorpecentes apreendidos;
  • 34.040 maços de cigarros apreendidos;
  • 55.260 unidades de desodorantes apreendidas;
  • 36 veículos apreendidos ou recuperados;
  • 8 armas de fogo retiradas de circulação;
  • 19 munições apreendidas;
  • 26 mandados de prisão cumpridos;
  • 92 conduções/prisões;
  • R$ 18.542,00 em dinheiro apreendido;
  • R$ 26.606.486,00 em descapitalização/prejuízo estimado ao crime.

O balanço reforça o papel estratégico do Grupo Especial de Operações em Fronteira na proteção das áreas fronteiriças do Acre. A atuação envolve fiscalização, repressão, prevenção e inteligência policial, com foco tanto na apreensão de ilícitos quanto na interrupção das estruturas que sustentam o crime organizado.

Os dados foram consolidados no Relatório de Produtividade do GEFRON – janeiro a agosto de 2026, documento destinado à Administração Pública Federal e Estadual. O relatório é assinado eletronicamente pelo coronel PM Assis Martins dos Santos, coordenador-geral do Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON/AC), conforme a Portaria SEJUSP nº 385, de 20 de agosto de 2026.

Os resultados apresentados mostram que, na linha de frente da segurança pública, o combate ao crime nas fronteiras do Acre vem sendo travado não apenas com apreensões e prisões, mas também com ações destinadas a interromper rotas, retirar recursos de circulação e atingir financeiramente as organizações criminosas.

 

 

 

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