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Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no Acre

Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, foi levado ao hospital de Porto Acre pelos suspeitos nessa terça (8). Casal disse que menino havia caído, mas médicos suspeitaram de agressão.

Redação
Por: Redação Fonte: G1/Ac
09/09/2026 às 09h54 Atualizada em 09/09/2026 às 11h01
Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no Acre
Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, foram presos suspeitos de matar Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, no Acre — Foto: Reprodução

A mãe Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, foram presos suspeitos de espancar e matar o menino Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, nessa terça-feira (8) em Porto Acre, no interior do estado.

O delegado Carlos Bayma, que investiga o caso, informou que a criança foi levada pelo casal ao hospital do município sob a alegação de que ele havia sofrido uma queda.

No entanto, a equipe médica percebeu que o corpo apresentava diversas marcas que levantaram suspeita de agressão e, então, acionou a polícia. Davi Lucas já chegou no hospital sem vida devido aos hematomas.

Segundo a autoridade policial, a versão apresentada pelo casal não era compatível com as condições as quais o menino foi encontrado. Eles, no entanto, negam que tenham espancado a criança.

“Quando a equipe médica viu a situação da criança, achou estranho e chamou a minha equipe. O corpo estava todo manchado, com muitas marcas de pancada. Pela forma como estava, não seria uma simples queda”, disse.

A polícia então acionou o Instituto Médico Legal (IML) e o corpo de Davi foi encaminhado para Rio Branco, onde passa por exames para esclarecer as circunstâncias da morte. Familiares foram ao local na manhã desta quarta (9) para acompanhar os trâmites do processo.

Na saída da delegacia da cidade, onde eles foram levados inicialmente, os suspeitos foram hostilizados por populares. Ambos foram encaminhados para a Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, onde foram autuados e permanecem detidos desde então.

A investigação também apura se o menino era vítima de maus-tratos e se havia outras circunstâncias relacionadas à morte. De acordo com Bayma, os dois não tinham passagens pela polícia.

“Eu já pedi todos os exames possíveis para saber se houve maus-tratos, se houve abuso e o que aconteceu com essa criança. A suspeita é muito forte de que ele vinha sofrendo agressões mesmo”, afirmou Bayma.

Ainda conforme o delegado, a polícia também recebeu informações de que a criança poderia ser entregue a outro familiar antes da morte. A hipótese passou a fazer parte da investigação.

“Tudo indica que eles queriam se livrar da criança, queriam se ver livres dela. A gente está investigando isso e esperando os exames para saber exatamente o que aconteceu”, afirmou.

A polícia aguarda os laudos do IML para seguir com as investigações. Segundo o delegado, os exames devem ficar prontos em até 10 dias úteis.

*com informações do G1/Ac.

 

 

 

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