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Estimulação cognitiva auxilia na autonomia dos idosos

Manter o corpo e o cérebro ativos é indispensável para ter a saúde e a qualidade de vida de pessoas acima de 60 anos

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
17/09/2026 às 14h51
Estimulação cognitiva auxilia na autonomia dos idosos
Supera

Assim como exercitamos o corpo para preservar força e equilíbrio, precisamos exercitar o cérebro ao longo de toda a vida para mantê-lo ágil e funcional. Manter os dois ativos é uma prática fundamental para ter a saúde e a qualidade de vida de pessoas acima de 60 anos.

De acordo com Erica Oliveira, especialista em estimulação cognitiva, atividades que desafiam a memória, a atenção, o raciocínio e a resolução de problemas favorecem a construção e a manutenção da reserva cognitiva. "Para uma abordagem completa de saúde cerebral e envelhecimento saudável, essa estimulação deve ser combinada com: prática regular de atividades físicas, sono adequado e reparador, alimentação balanceada e manutenção de relações sociais ativas", explica a franqueada do Supera - estimulação cognitiva.

Luiz Henrique Moraes, 65 anos, engenheiro mecânico e representante comercial, é aluno do Supera há seis anos. Após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), foi encaminhado ao Supera como forma complementar de prevenção e recuperação de possíveis dificuldades cognitivas. Segundo ele, a indicação levou em consideração a extensão da área afetada pelo AVC e a importância de estimular o cérebro diante dos possíveis impactos decorrentes da lesão. "O Supera me sustenta para manter a minha mente trabalhando, e sinto que fortalece muito minha autoconfiança e autonomia, além de ser uma excelente forma de termos e mantermos um ciclo de amizades e contato com pessoas da mesma faixa etária", comenta o aluno.

Segundo Erica Oliveira, em situações como a recuperação de um AVC "é comum que pessoas percebam mudanças na velocidade de processamento, no foco, na memória ou na organização diária. É fundamental ressaltar que o Supera não substitui o acompanhamento médico, psicológico, fisioterapêutico ou fonoaudiólogo".

"​No entanto, como uma ferramenta complementar, a estimulação cognitiva oferece um ambiente seguro e estruturado para que a pessoa pratique habilidades enfraquecidas no seu próprio ritmo, desenvolva novas estratégias de compensação e foco e enfrente desafios progressivos, respeitando seus limites atuais. ​O objetivo vai muito além de "treinar a memória", trata-se de promover uma relação mais ativa com as próprias capacidades", detalha Erica Oliveira.

Para a especialista em estimulação cognitiva, "o cuidado com o cérebro deve ser realizado em todas as fases da vida. Não precisamos (e nem devemos) esperar uma dificuldade aparecer para começar a fortalecê-lo".

A aluna Maíra Armanelli, 74 anos, pedagoga e psicóloga, frequenta o Supera há três anos. De acordo com ela, "assim como o uso da fisioterapia tem conseguido dar mais autonomia física aos idosos, um cérebro bem cuidado e atuante, pode trazer mais qualidade de vida para a pessoa. Por isso eu acredito que prevenir seria mais inteligente do que esperar um problema acontecer, para depois tentar recuperá-lo", afirma.

Erica Oliveira explica que o grande diferencial do Supera é trabalhar a mente de forma estruturada, lúdica e integrada. "A metodologia não isola uma única capacidade; uma mesma atividade exige, simultaneamente, memória, percepção, planejamento e flexibilidade cognitiva, com desafios que se ajustam ao progresso de cada aluno. Além disso, o método transforma o exercício cerebral em uma experiência social e prazerosa, quebrando o mito de que cuidar da mente é uma tarefa monótona. Esse princípio de novidade, variedade e grau de desafio crescente pode (e deve) ser levado para a rotina", destaca.

"No Supera temos possibilidades que ajudam muito. Percebo que os exercícios são divertidos, variados, planejados com muito critério, baseados em estudos sérios e diversificados, abrangendo todas as áreas do nosso desenvolvimento. Quanto a esses exercícios, eles são oferecidos, mas sem cobrança, sem comparação com os colegas, sem peso, respeitando o ritmo e as possibilidades de cada um", detalha a aluna Maíra.

No dia a dia, na visão da aluna, "isso se traduz em mais autonomia para lembrar compromissos, organizar tarefas complexas, acompanhar conversas e recuperar a autoconfiança, sempre em parceria com a equipe de saúde responsável. Aos poucos, sem percebermos, a memória vai voltando, o raciocínio fica mais ágil, as palavras aparecem mais rapidamente", salienta Maíra Armanelli.

Para finalizar, Erica Oliveira destaca que, "ao manter o cérebro fora do "piloto automático" a pessoa pode aprender uma habilidade nova (um idioma, um instrumento ou o uso de uma nova tecnologia), alterar rotas conhecidas e quebrar pequenas rotinas, praticar jogos de tabuleiro, leitura e desafios lógicos, conhecer lugares diferentes e conversar com pessoas novas. Um cérebro ativo é aquele que continua aprendendo e se adaptando. Esse cuidado é um hábito de vida que pode começar agora, independentemente da sua idade".

Sobre o Supera

Criado há 20 anos, o Supera é a rede pioneira de escolas de estimulação cognitiva do Brasil. Voltado para todas as pessoas a partir de 5 anos, sem limite de idade, o curso busca potencializar a capacidade cognitiva, aumentando a criatividade, concentração, foco, raciocínio lógico, segurança, autoestima, perseverança, disciplina e coordenação motora.

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