
A defesa do ex-governador do Acre e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) se manifestou, nesta terça-feira, 22, após a Polícia Federal cumprir mandado de busca e apreensão na residência dele, no condomínio Recanto Verde, em Rio Branco. Em nota, a assessoria jurídica classificou as medidas como “abusivas” e alegou “perseguição” com objetivo de interferir no processo eleitoral.
Segundo apurou a Folha do Acre, durante a diligência, agentes federais apreenderam o celular de Cameli e três veículos de sua propriedade: uma Toyota SW4, uma BMW e um Volkswagen. Assessores próximos ao ex-governador, incluindo um ajudante de ordem, também foram alvos de buscas.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou oficialmente a motivação da diligência, em razão do sigilo judicial.
Na nota, a campanha afirmou considerar estranho que a operação tenha ocorrido às vésperas da eleição e alegou que influenciadores, blogs e sites ligados a adversários teriam recebido antecipadamente informações sobre a ação.
“Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa”, diz trecho.
A assessoria jurídica informou ainda que Gladson e seus advogados estão à disposição para colaborar com os esclarecimentos e reiterou a defesa da inocência do candidato.
A defesa também cita a ADPF 1017 e sustenta que a diligência teria descumprido entendimento do Supremo Tribunal Federal relacionado à adoção de determinadas medidas cautelares contra candidatos nos 15 dias anteriores à eleição. Em decisão relacionada à ADPF 1017, o STF já afirmou que a proteção eleitoral pode alcançar medidas cautelares capazes de interferir no equilíbrio da disputa, mas a aplicação desse entendimento ao caso de Cameli não foi informada oficialmente pela Corte no material disponível.
Confira a íntegra da nota
NOTA OFICIAL DA CAMPANHA DE GLADSON CAMELÍ
Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação na qual alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência.
Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência. É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal.
Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral. Prova disso é o descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal da ADPF 1017 que proíbe nos 15 dias que antecedem a eleição esse tipo de medida cautelar contra candidatos a cargos majoritários. A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar.
Confiamos na Justiça. Mas acima de tudo, confiamos em Deus e na sabedoria do eleitor acreano que está atento ao uso eleitoreiro das nossas instituições para perseguir e tentar influenciar o resultado das eleições.
Erick Venâncio
Assessoria Jurídica