Plácido de Castro Meio ambiente
Diagnóstico aponta aumento de resíduos nos rios Abunã e Rapirrã após Festival do Surubim
Estudantes identificaram plástico, vidro e outros materiais nas margens e dentro dos cursos d’água após período de intensa movimentação
07/10/2026 08h49 Atualizada há 2 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução/Google Imagens

Um diagnóstico ambiental realizado por estudantes do curso de Agente de Desenvolvimento Socioambiental, da Rede IEPTEC – CEPT João de Deus, identificou aumento na quantidade de resíduos sólidos nas margens e dentro dos rios Abunã e Rapirrã após o Festival do Surubim.

Durante a atividade de campo, os alunos encontraram principalmente embalagens plásticas, garrafas, recipientes de vidro e outros materiais espalhados por barrancos, áreas de vegetação e bosques próximos aos cursos d’água. A comparação das condições ambientais antes e depois do evento permitiu observar uma maior concentração de resíduos.

Apesar da constatação, os estudantes ressaltam que a poluição do Rio Abunã não pode ser atribuída exclusivamente ao festival. O local recebe banhistas durante todo o verão e também sofre impactos decorrentes de outras formas de poluição e de ações provenientes de diferentes localidades, inclusive materiais que podem ser transportados pela correnteza.

Durante e após o Festival do Sítio, equipes da Prefeitura estiveram na região realizando serviços de limpeza e recolhimento de lixo. A manutenção, contudo, permanece como um desafio diante do fluxo contínuo de frequentadores durante a temporada de verão.

O levantamento reforça a necessidade de ações permanentes de educação ambiental, fiscalização e manejo adequado dos resíduos, especialmente durante eventos realizados próximos aos rios.

A atividade envolveu 20 estudantes e contou com a orientação do professor Dalvo Henrique Cavalcante de Oliveira, coordenação de Joana Dark e responsabilidade técnica do engenheiro agrônomo Jaime Mario.

Para os estudantes, a experiência evidencia que a conservação dos rios depende de uma atuação conjunta entre poder público, organizadores, moradores e visitantes. O diagnóstico transforma a observação em alerta: preservar o Abunã e o Rapirã exige responsabilidade antes, durante e depois das festividades.