Política Em nome da fé
Líderes religiosos e candidatos evangélicos naufragam nas urnas no Acre
O pleito deste ano teve pastores, padre e políticos declarados evangélicos.
08/10/2026 07h33
Por: Redação Fonte: Ac24Horas
Foto: Reprodução/Ac24Horas.

O resultado das urnas no último domingo (4) foi um verdadeiro balde de água fria em líderes religiosos e candidatos ligados às igrejas no Acre. Aspirantes a uma cadeira na Assembleia Legislativa (Aleac), na Câmara Federal e no Senado descobriram que ter fiéis na bancada do templo não garante, necessariamente, votos nas urnas.

O pleito deste ano teve pastores, padre e políticos declarados evangélicos. Contudo, mesmo escorados em grandes estruturas eclesiásticas e no rebanho de fiéis espalhados pelas mais diversas denominações, a pregação política fracassou: eles simplesmente não conseguiram convencer o eleitorado de que eram os representantes ideais da classe no poder.

A derrota ganha contornos ainda mais amargos ao olhar para o peso de gigantes locais, como a Assembleia de Deus — com milhares de membros por todo o Estado — e a influente Igreja Batista do Bosque, que conta com mais de 5 mil fiéis e tem no comando o veterano pastor Agostinho Gonçalves, figura carimbada na política acreana.

Na disputa pela Aleac:

Na corrida para a Câmara Federal:

No Senado:

O único representante a carregar a bandeira evangélica na disputa majoritária do Senado foi o Dr. Júnior Feitosa (DC), que colheu 19.283 votos, insuficientes para alcançar a vaga.

*Com informações do Ac24Horas.