Plácido de Castro Denúncia
Vídeos: Ponte interditada ameaça transporte escolar e preocupa alunos da Escola Manoel Barros, na zona rural de Plácido de Castro
Enquanto aguardam uma resposta, estudantes e moradores pedem que o problema seja solucionado antes que o aumento das chuvas torne o acesso ainda mais difícil.
09/10/2026 05h29 Atualizada há 1 hora
Por: Redação
Foto: Captura de tela.

A chegada do período chuvoso voltou a preocupar estudantes, familiares e moradores da zona rural de Plácido de Castro, no interior do Acre. Alunos da Escola Manoel Barros, localizada no 'T' da Ênco,  administrada pelo Governo do Estado, relatam dificuldades para chegar à unidade de ensino devido às condições de uma ponte utilizada diariamente pela comunidade.

Segundo os estudantes, a ponte está interditada para a passagem de veículos de grande porte, como ônibus e caminhões. Como alternativa, foi aberto um desvio por uma área mais baixa, que permite a passagem enquanto as condições do terreno permanecem favoráveis.

O problema, porém, se agrava com as chuvas. De acordo com os relatos encaminhados à reportagem, quando o volume de água aumenta e o solo fica encharcado, o desvio deixa de apresentar condições adequadas para o tráfego. A situação compromete principalmente a circulação do transporte escolar e, segundo os moradores, até veículos com tração nas quatro rodas enfrentam dificuldades para atravessar o trecho.

Por falta da ponte, estudantes precisam percorrer longas distâncias a pé

Com a impossibilidade de circulação dos ônibus, estudantes afirmam que podem ser obrigados a percorrer longas distâncias a pé para conseguir chegar à escola.

A situação preocupa principalmente os alunos que dependem diariamente do transporte escolar para frequentar as aulas. As famílias também demonstram preocupação com a segurança de crianças e adolescentes que precisam atravessar trechos extensos em condições consideradas adversas.

Os estudantes relatam ainda que, após a chuva registrada nesta quinta-feira (8), existe a possibilidade de suspensão das aulas no dia seguinte devido às condições de acesso à localidade.

Além dos transtornos para os alunos, a comunidade teme que o problema se agrave com a intensificação das chuvas nos próximos meses e comprometa a frequência escolar.

Comunidade cobra providências

Diante da situação, moradores e estudantes pedem que a Prefeitura de Plácido de Castro avalie as condições do acesso e adote as medidas necessárias para garantir a trafegabilidade no local.

Entre as reivindicações está o fornecimento de material para auxiliar na recuperação do trecho, conforme relatado pela comunidade, além de uma avaliação das condições da ponte e do desvio utilizado atualmente.

Os moradores também cobram uma manifestação dos órgãos responsáveis sobre quais medidas poderão ser adotadas para evitar que o acesso seja completamente interrompido durante o período chuvoso.

A cobrança também envolve o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (DERACRE), diante da necessidade de avaliar a situação da infraestrutura e definir, dentro de suas atribuições, eventuais medidas para garantir a circulação na região.

Preocupação é evitar prejuízos ao calendário escolar

Para os estudantes e moradores, a principal preocupação é evitar que as condições da estrada e da travessia se transformem em um obstáculo permanente para o acesso à educação.

A comunidade defende que as providências sejam tomadas antes do agravamento do período chuvoso, quando o desvio poderá deixar de oferecer condições mínimas de passagem.

A expectativa é de que seja encontrada uma alternativa segura para garantir a circulação do transporte escolar e evitar que os alunos precisem faltar às aulas ou caminhar por longos trechos para chegar à Escola Manuel Barros.

A reportagem deixa espaço para que a Prefeitura de Plácido de Castro e o DERACRE esclareçam a situação, informem de quem é a responsabilidade pela estrutura, apresentem as condições atuais da ponte e indiquem se existem serviços de recuperação ou outras providências programadas para o local.

Enquanto aguardam uma resposta, estudantes e moradores pedem que o problema seja solucionado antes que o aumento das chuvas torne o acesso ainda mais difícil.