Acre Clima extremo
Acre tem seca grave em 53% do território e registra pior situação desde dezembro de 2024
O levantamento considera tanto a falta de chuvas recente, com efeitos de até seis meses, quanto déficits prolongados, que podem comprometer as condições ambientais e produtivas por períodos superiores.
20/10/2026 14h19
Por: Redação Fonte: Acre Agora
Foto: Reprodução.

A seca avançou no Acre e atingiu níveis mais severos em setembro de 2026. Segundo levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a parcela do território acreano classificada com seca grave passou de 37% em agosto para 53% em setembro, um aumento de 16 pontos percentuais em apenas um mês.

Em termos proporcionais, a expansão da seca grave foi de 43,2%. Considerando a área territorial do Acre, de aproximadamente 164,2 mil quilômetros quadrados, o fenômeno passou a atingir cerca de 87 mil quilômetros quadrados na categoria grave, contra 60,7 mil quilômetros quadrados no mês anterior. A diferença corresponde a aproximadamente 26,3 mil quilômetros quadrados.

O relatório do Monitor de Secas aponta que o Acre registrou em setembro sua condição mais severa desde dezembro de 2024. O estado também apresentou o quadro de maior gravidade entre as sete unidades da Federação que integram a Região Norte.

A seca estava presente em 100% do território acreano pelo terceiro mês consecutivo, de julho a setembro. Isso significa que nenhuma parcela do estado ficou livre do fenômeno no período, embora os níveis de intensidade variassem entre as regiões.

A situação do Acre contrasta com a de outros estados amazônicos. Em Roraima, a seca grave atingiu 47% do território em setembro, enquanto no Amazonas essa classificação alcançou 8%. No Pará, a categoria mais intensa informada no levantamento foi a seca moderada, presente em 22% da área estadual.

Ainda segundo a ANA, a intensificação da seca ocorreu em 14 unidades da Federação entre agosto e setembro. Na Região Norte, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins registraram agravamento, enquanto Rondônia apresentou redução da severidade.

O Monitor de Secas é produzido mensalmente a partir de indicadores climáticos e de impactos observados em diferentes períodos. O levantamento considera tanto a falta de chuvas recente, com efeitos de até seis meses, quanto déficits prolongados, que podem comprometer as condições ambientais e produtivas por períodos superiores.

Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Monitor de Secas de setembro de 2026.

https://monitordesecas.ana.gov.br/