Os casos confirmados de meningite causada pela bactéria pneumococo, a mesma que provoca pneumonia, quadruplicaram no Acre em um ano, de dois em 2025 para oito em 2026. A bactéria também causou as três mortes por meningite registradas no estado neste ano, segundo o Boletim Epidemiológico nº 21/2026, da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), com dados atualizados na quinta-feira (22).
Dos 18 casos confirmados de meningite em 2026, oito foram causados pelo pneumococo, o equivalente a 44,4% do total. Três dos oito pacientes morreram. Duas das mortes ocorreram na faixa etária de 50 a 64 anos e uma na de 65 a 79 anos. Rio Branco registrou dois óbitos e Xapuri, um.
A série histórica do boletim mostra oscilação desde 2022. Naquele ano, não houve caso confirmado pela bactéria. Em 2023, foi um caso. Em 2024, foram quatro casos e duas mortes. Em 2025, houve dois casos e nenhuma morte por essa causa. Em 2026, o número chegou a oito, o maior do período.
O perfil das causas mudou de um ano para outro. Em 2022, a meningite bacteriana de outras causas predominou, com oito casos. Em 2025, a meningite fúngica, causada por fungos, foi a mais frequente, com sete registros. Em 2026, o pneumococo lidera, seguido da meningite meningocócica, com três casos.
A taxa de letalidade das meningites no Acre caiu para 16,6% em 2026, a menor desde 2022, quando foi de 22,2%. Em 2023, chegou a 50%, com sete mortes entre 14 casos confirmados. Em 2024, foi de 40% e, em 2025, de 30%.
O número de casos confirmados por mês também variou. Em 2026, março teve cinco confirmações, o maior valor mensal da série entre 2022 e 2026. Nos anos anteriores, o pico mensal foi de quatro casos, em junho e novembro de 2022, março de 2023, setembro de 2024 e maio de 2025.
O boletim explica que o pneumococo é a segunda maior causa de meningite bacteriana no Brasil. A bactéria provoca ainda pneumonia, infecção no sangue, otite e sinusite. No país, as crianças de até dois anos são as mais atingidas pela meningite causada por ela.
A Sesacre destaca que a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. As unidades básicas de saúde oferecem a vacina pneumocócica 10 e 20 valente na rotina, com doses e faixas etárias definidas pelo Programa Nacional de Imunização. A orientação inclui ainda manter os ambientes limpos e arejados, evitar a automedicação e procurar atendimento médico em caso de sintomas.
Os dados de 2026 estão sujeitos a alteração, porque os municípios incluem e encerram casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Um caso suspeito, de residente em Xapuri, está em investigação.
*Com informações do Ac24Horas.