A Justiça do Acre concedeu, nesta quarta-feira (20), liberdade provisória à Francisca Barbosa dos Santos, 50 anos, conhecida como Chicona, acusada de matar com um golpe de faca na região do abdômen, o próprio marido, identificado como Eduardo Gomes de Jesus, de 34 anos. O crime ocorreu no dia 27 de julho, na residência do casal localizada na rua Dr. Paulo Roberto dos Santos, no bairro Mutirão 3.
De acordo com o inquérito policial, Eduardo trabalhava como diarista na produção de açaí e aponta que o casal vivia um relacionamento conturbado. No dia do crime, após fazerem uso abusivo de bebidas alcóolicas, teriam iniciado uma discussão acalorada. Em determinado momento, a mulher teria se apossado de uma faca de mesa e desferido um único golpe contra a vítima, que ainda tentou desesperadamente fugir, mas desabou em frente à casa onde veio a falecer. A cena teria sido presenciada por vizinhos aterrorizados.
Populares que presenciaram o diarista ferido, ligaram para o Samu. A ambulância de suporte básico do município foi atender a ocorrência, porém, a vítima já encontrava-se sem vida.
A mulher possui um extenso histórico criminal, incluindo registros por tráfico de drogas, lesão corporal grave e tentativa de homicídio. A prisão preventiva, que foi cumprida na manhã desta quarta-feira, 20, foi decretada pelo Juízo da Comarca de Plácido de Castro e cumprida por agentes da Polícia Civil do Acre. O delegado Leandro Lucas, responsável pelo caso, afirmou que a prisão era necessária para a manutenção da ordem pública e para garantir a aplicação da lei penal. “A investigação demonstrou indícios suficientes da autoria e materialidade do crime, justificando a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. O que mais impressiona no caso é que Francisca possui um histórico criminal extenso e preocupante, mesmo assim, o magistrado entendeu que a investigada "não oferece risco à sociedade" e decretou sua liberdade provisória.”, explicou.
Francisca alegou que teria agido em legítima defesa, afirmando que a vítima era constantemente agressiva e que a discussão teria tomado proporções violentas momentos antes do crime. A investigação policial se manifestou pela manutenção da prisão, mas o juíz responsável pelo caso entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva, concedendo a liberdade provisória mediante medidas cautelares.
Entre as condições impostas pela Justiça, estão a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e a obrigação de comparecer periodicamente em juízo.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do crime. Procurado pela reportagem para comentar sobre a rápida soltura da acusada, o delegado Leandro Lucas informou que "não comenta decisões da Justiça", não fornecendo maiores detalhes.