Plácido de Castro (AC) — A jovem Adriana Lima Guimarães, de apenas 28 anos, moradora do município de Plácido de Castro, faleceu nesta sexta-feira (9) no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vítima de Hipertensão Intracraniana. A morte precoce gerou comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade.
Segundo informações de familiares, há cerca de 1 ano, a jovem começou a apresentar sintomas como fortes dores de cabeça, vômitos e alterações na visão. Nos últimos dias, diante da piora no quadro clínico, foi encaminhada com urgência para a capital, onde recebeu atendimento especializado e posteriormente, diante da necessidade de cuidados intensivos e monitorização, foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Mesmo com os esforços da equipe médica, a paciente não resistiu às complicações causadas pelo aumento da pressão dentro do crânio — condição que pode estar associada a diversas causas, como tumores, hemorragias ou infecções. O diagnóstico de Hipertensão Intracraniana foi confirmado ainda durante os exames de imagem realizados no hospital.
Até o fechamento da reportagem, o local onde ocorrerá o velório e sepultamento não havia sido informado. Nas redes sociais, diversas mensagens de pesar foram publicadas por amigos e conhecidos, lamentando a partida inesperada de uma pessoa descrita como alegre, cristã e muito querida na comunidade.
Sobre a HIC
A Hipertensão Intracraniana (HIC) é uma condição médica caracterizada pelo aumento da pressão dentro do crânio, geralmente causado por acúmulo de líquido cefalorraquidiano, sangramentos, tumores, infecções ou traumatismos cranianos. Esse aumento da pressão pode comprometer a função cerebral ao dificultar a circulação sanguínea e o fornecimento de oxigênio, além de provocar compressão do tecido cerebral. Entre os principais sintomas da HIC estão dores de cabeça intensas e persistentes, vômitos, alterações visuais (como visão turva ou dupla), sonolência, confusão mental e, em casos mais graves, perda de consciência.
O diagnóstico da HIC geralmente é feito com base nos sintomas clínicos, exames neurológicos e de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento depende da causa subjacente e pode incluir medicamentos para reduzir a pressão intracraniana, drenagem do líquido acumulado ou intervenções cirúrgicas. Quando não tratada adequadamente, a HIC pode levar a sequelas neurológicas permanentes ou até mesmo à morte, o que destaca a importância da identificação precoce dos sinais e do encaminhamento urgente a serviços médicos especializados.