No último sábado, 6, a jovem moradora de Plácido de Castro, Danniely Andrade, morreu aos 20 anos, em Rio Branco, vítima de Osteossarcoma Maligno, um tipo raro e agressivo de câncer ósseo, segundo amigos próximos, uma vez que ela afirmava ser orfã de pai e mãe e, desde então, vinha sendo criada pela avó.
No final do ano passado, a jovem cedeu entrevista ao portal IP - Comunicação, contando a sua tragetória e lembrando de sua força e do ímpeto que tinha pela vida. O caso reacende o alerta sobre a importância da atenção à saúde, diagnóstico precoce e acompanhamento médico especializado.
"A Danny nunca desistiu, mesmo nos piores dias, com dor, cansada ou triste, ela queria viver. Ela seguiu lutando por sua vida, por um tratamento que lhe desse tempo de aproveitar as coisas mais simples da vida. Sua resiliência jamais será esquecida… Ela era luz por onde passava", afirma uma amiga que preferiu não ser identificada.
A jovem lutava contra um osteossarcoma – câncer ósseo – localizado no jovelho direito desde meados de 2024, no qual, após sofrer uma queda no seu local de trabalho, foi diagnosticada com a doença que se manifestou de forma agressiva, provocando dor intensa e inchaço, levando-a a necessidade de realizar um procedimento cirúrgico para amputação da perna, realizado em novembro de 2024, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia- Unacon, situado em Rio Branco, Acre.
No entanto, no começo deste ano de 2025, a doença voltou a se manisfestar. Novamente a jovem iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos para realizar o tratamento de alto custo. Danny sempre compartilhou com seus amigos, a sua batalha contra a doença, mostrando nunca perder as esperanças. Em várias postagens feita em seu Instagram, ela contava um pouco da sua trajetória.
Amigos lamentaram a perda
"Sua coragem e determinação na luta contra o câncer foram inspiradoras para todos nós. Que sua memória continue a ser uma fonte de força e inspiração para aqueles que tiveram a sorte de conhecê-la", afirmou uma prima de Danniely.
Nas redes sociais, amigos da jovem lamentaram a perda.
"Sempre foi muito especial, dedicada e amiga. Ainda é difícil acreditar, guardarei sua memória com alegria, sei que ainda brilha", ressaltou uma colega de Danny.
"Meus sentimentos, esteja com Deus na eternidade, torci tanto por você", afirmou um colega, em seu Instagram.
Danniely Andrade enfrentou uma metástase óssea na região do fêmur — Foto: Arquivo pessoal
O que é tumor ósseo?
O tumor ósseo maligno é um tipo de câncer que acomete qualquer osso do corpo. Frequentemente afeta os ossos longos dos braços e coxas, coluna e bacia. Pode ser dividido em tumor ósseo primário, que é quando o câncer se desenvolve diretamente no osso previamente normal, e tumor ósseo secundário, quando se origina em qualquer outro órgão e se dissemina para os ossos.
Quando as células se dividem de forma anormal e incontrolável elas podem formar uma massa ou nódulo de tecido. Esse nódulo ou massa é chamado de tumor e, quando ele cresce, acaba por comprometer o tecido previamente saudável e a rigidez do osso.
Os tumores ósseos, em geral, raramente causam a morte. Mas, eles ainda podem ser perigosos e requerem tratamento. Alguns tipos são benignos, o que significa que não são cancerígenos e outros malignos. Mesmo os tumores benignos podem crescer e comprometer a estrutura do osso. Os tumores malignos, cancerígenos, podem se espalhar pelo corpo.
Segundo especialistas, o câncer se desenvolve a partir de células produtoras de osso e, quando não diagnosticado precocemente, pode se espalhar para outros órgãos, como os pulmões. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, cirurgia para retirada do tumor e, em alguns casos, radioterapia.
Apesar dos avanços na medicina, a doença ainda apresenta grandes desafios. De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os casos de osteossarcoma representam menos de 3% dos tumores malignos na infância e adolescência, mas exigem tratamentos intensivos e de longa duração.
Para amigos e familiares da jovem placidiana, a dor da perda se mistura à esperança de que a informação e a prevenção possam salvar vidas. “É uma doença silenciosa no início, mas devastadora quando se espalha. Precisamos estar atentos aos sinais”, comentou uma amiga próxima da família.
O caso serve como alerta à população: dor óssea persistente, inchaços e limitações de movimento não devem ser ignorados. O acompanhamento médico é essencial para garantir um diagnóstico rápido e aumentar as chances de cura.