
A Universidade Amazônica de Pando (UAP), anunciou um expressivo reajuste nos valores cobrados pela emissão de documentos acadêmicos, com aumentos que chegam a até 140%. A medida passou a valer recentemente e já tem provocado forte reação entre estudantes do curso de Medicina e representantes acadêmicos da região de fronteira.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, o novo tarifário atinge serviços essenciais como os trâmites universitários para estrangeiros (documentos , certificados, declarações, traduções, etc). Documentos que antes tinham custo considerado acessível sofreram reajustes abruptos, dificultando o acesso de estudantes de baixa renda, sobretudo daqueles que dependem da documentação para dar continuidade aos estudos.
Estudantes ouvidos relataram surpresa e indignação com os novos valores. Para muitos, o aumento foi implementado sem diálogo prévio ou ampla divulgação, o que agravou o sentimento de insatisfação. “A universidade tem um papel social importante, especialmente em uma região com tantas limitações econômicas. Esse reajuste pesa muito para quem mal consegue se manter estudando”, afirmou um acadêmico que preferiu não se identificar.
A gestão da UAP argumenta que o reajuste se dá em virtude ao câmbio do dólar, porém, salientou que a matrícula e a mensalidade permancecem com valores inalterados. Na região de fronteira, onde muitos brasileiros também buscam formação acadêmica na UAP, a decisão gera preocupação adicional, podendo impactar a procura pela instituição nos próximos semestres.
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