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Mulheres lideram busca por terapia e tabus ainda afastam homens dos consultórios

Relatório aponta que mais de 70% das buscas por psicólogos são feitas por mulheres; especialista analisa barreiras culturais e defende ações preventivas em saúde mental

13/12/2025 às 06h37
Por: Com Informações da Assessoria Fonte: Com informações da assessoria
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Foto: Freepik
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Mais de 70% das buscas por psicólogos no Brasil são feitas por mulheres, segundo relatório do GetNinjas. O dado revela não apenas o protagonismo feminino na procura por cuidados em saúde mental, mas também evidencia uma barreira cultural ainda forte entre os homens, que resistem a buscar apoio especializado.

Para a professora do curso de Psicologia da Estácio, Thais Knopp, essa diferença tem raízes históricas e sociais. “Ainda hoje, existe um tabu de que se os homens demonstrarem emoções ou qualquer tipo de fraqueza, estarão sendo menores ou piores do que os outros”, explica. Apesar disso, ela observa mudanças após a pandemia: “Já temos um número expressivo de homens de todas as idades, até idosos, buscando esse processo de se entender, de conhecer, de nomear as emoções. Mas o avanço ainda é lento”.

O impacto dessa desigualdade é preocupante. Resistir à terapia, segundo a psicóloga, pode agravar sintomas e levar a quadros mais severos. “Muitos ainda pensam que ir ao psicólogo é ‘coisa de doido’. O que precisamos é desmistificar isso, incentivar que a pessoa experimente uma sessão antes de ignorar o problema ou de jogar as emoções para baixo do tapete”, afirma.

Thais destaca ainda a importância da terapia preventiva, que pode evitar o agravamento de transtornos. “Quando a pessoa percebe que já está começando a ter algum tipo de prejuízo, como ansiedade muito grande, a busca pela terapia faz com que os sintomas não evoluam. É como a prevenção em qualquer outra doença: identificar cedo evita complicações maiores”, compara.

Na avaliação da professora, políticas públicas e estratégias de comunicação direcionadas são fundamentais para ampliar o acesso de diferentes públicos, em especial homens adultos e idosos. “Os jovens de 20 a 30 anos já são mais abertos à terapia. Mas precisamos pensar também nos idosos, que são mais deixados de lado e têm menos acesso às redes sociais. A divulgação precisa chegar até eles”, defende.

A tendência, segundo especialistas, é que as novas gerações, mais familiarizadas com o debate sobre saúde mental, ampliem ainda mais a procura por terapia. No entanto, o desafio de reduzir desigualdades de gênero e faixa etária permanece como pauta urgente para garantir bem-estar emocional a toda a população.

Com informações da assessoria

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