
Moradores da parte alta de Acrelândia têm enfrentado dificuldades para conseguir água e, em alguns casos, dependem do abastecimento realizado por caminhão-pipa para suprir necessidades básicas. A situação foi relatada à reportagem por um denunciante, que questiona a forma como o serviço estaria sendo organizado no município.
Segundo o relato, sempre que falta água, os moradores precisam entrar em contato com um responsável pelo atendimento local, identificado como Geovane, para solicitar o envio do caminhão-pipa. Ainda conforme o denunciante, as respostas recebidas variam de acordo com a localização do veículo.
Em uma das situações relatadas, teria sido informado que o caminhão estaria atendendo uma rua onde reside um ex-vereador de Acrelândia, cujo nome não foi divulgado, e que atualmente prestaria serviços para o Governo do Estado. Em outras ocasiões, conforme a denúncia, a justificativa seria de que o veículo estaria abastecendo moradores de uma região conhecida como lixão, nas proximidades do bairro 28 de Abril.
O denunciante afirma, entretanto, que ao buscar informações diretamente com moradores e familiares daquela região, recebeu versões diferentes. Segundo ele, também teria sido informado de que o caminhão-pipa estaria atendendo a população do bairro Portelinha.
A principal reclamação está relacionada à demora para receber água. De acordo com o denunciante, moradores da parte alta chegam a permanecer mais de uma semana sem abastecimento, sendo obrigados a realizar sucessivas ligações para tentar conseguir o atendimento.
“Tem que ficar ligando para um e para outro”, relata o denunciante, ao descrever o que considera uma situação desgastante para famílias que dependem do fornecimento emergencial.
O caso chama atenção porque o próprio Saneacre informa que entre suas atribuições estão a operação e manutenção dos sistemas de abastecimento, além do atendimento aos usuários. O órgão mantém uma unidade em Acrelândia, localizada na Rua Geraldo Barbosa, no Centro.
A reportagem procurou registrar a reclamação dos moradores e dar visibilidade à situação enfrentada por quem depende do caminhão-pipa para ter acesso à água. As informações sobre suposta priorização de determinadas localidades ou pessoas permanecem como alegações apresentadas pelo denunciante, não tendo sido comprovadas de forma independente pela reportagem.
Espaço aberto
O espaço permanece aberto para que o Saneacre, os responsáveis pelo serviço de abastecimento em Acrelândia e os demais citados possam apresentar esclarecimentos, informações sobre a rotina de atendimento dos caminhões-pipa e eventuais medidas adotadas para solucionar o problema.