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Perpétua Almeida diz que Lula luta para taxar os super ricos. Petista subiu ou criou impostos 24 vezes desde 2023 – um a cada 37 dias; pobres são os mais afetados

Carga tributária bateu recorde com impostos que o governo Lula criou ou elevou.

Redação
Por: Redação
10/07/2025 às 08h55
Perpétua Almeida diz que Lula luta para taxar os super ricos. Petista subiu ou criou impostos 24 vezes desde 2023 – um a cada 37 dias; pobres são os mais afetados
Perpétua Almeida (PCdoB-A.C) não ganhou as eleições, mas faturou generosa boquinha na ABDI - Reprodução Diário do Poder

Em declaração feita no X, antigo Twitter, a ex-deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e então diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem travado uma luta para taxar os super ricos e milionários no Brasil, como parte de um esforço para tornar o sistema tributário mais justo. Segundo ela, medidas como a tributação de fundos exclusivos, offshores e grandes heranças demonstram o compromisso do governo com a justiça fiscal.

Apesar da narrativa, dados compilados por economistas e institutos independentes revelam que, desde o início do terceiro mandato de Lula, o governo criou ou aumentou impostos pelo menos 24 vezes – o equivalente a uma medida a cada 37 dias. Entre os tributos e encargos reajustados estão o retorno do imposto sobre combustíveis, o aumento da carga tributária sobre a folha de pagamento de empresas, além de mudanças que impactam diretamente o consumo, setor onde os mais pobres são mais penalizados.

Especialistas alertam que, embora algumas das iniciativas visem os mais ricos, a maior parte das arrecadações ainda recai sobre o consumo e a renda do trabalho – o que afeta desproporcionalmente as camadas mais vulneráveis da população. “A retórica é progressiva, mas a prática ainda está longe de corrigir as distorções históricas do sistema tributário brasileiro”, afirmou o economista Fábio Klein, da Tendências Consultoria.

Enquanto o governo insiste que o ajuste fiscal é necessário para manter os programas sociais e os investimentos públicos, cresce a pressão de setores da sociedade civil e do empresariado por uma reforma tributária mais ampla, que alivie a carga sobre os trabalhadores e fortaleça a cobrança sobre grandes fortunas e lucros concentrados.

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