
Em um período em que as discussões ambientais ainda engatinhavam no interior da Amazônia acreana, um grupo de jovens de Plácido de Castro decidiu assumir protagonismo na defesa da natureza. Surgia, assim, a Comissão Ecológica Juvenil da AMPLAC - Associação Municipal de Plácido de Castro, uma iniciativa que reunia estudantes e voluntários comprometidos com a preservação do meio ambiente e a conscientização da comunidade sobre a importância de proteger o que muitos chamavam de “pulmão do mundo”.
Formada por jovens da própria cidade, a comissão atuava em ações educativas, mobilizações comunitárias e campanhas voltadas à valorização das áreas verdes e dos recursos naturais locais. Em um contexto de crescente preocupação com desmatamento e degradação ambiental na região amazônica, o grupo buscava sensibilizar moradores, escolas e lideranças sobre a necessidade de equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. O discurso era direto: proteger a floresta significava garantir qualidade de vida para as gerações futuras.
A AMPLAC, que funcionava onde atualmente foi erguido o Mercado Municipal Cícero Alves de Arruda, era a entidade responsável por abrigar e incentivar o movimento, que tinha como missão central promover a preservação ambiental e estimular o engajamento social dos jovens placidianos. A Comissão Ecológica Juvenil, portanto, não era apenas um braço institucional, mas um verdadeiro laboratório de cidadania, onde adolescentes e jovens aprendiam, na prática, o valor da participação coletiva e da responsabilidade ambiental.
Com ações simbólicas e educativas, a comissão ajudou a inserir o debate ecológico na pauta local, despertando uma consciência que ultrapassava os limites do município. Ainda que o tempo tenha passado e os desafios ambientais tenham se transformado, a memória da Comissão Ecológica Juvenil permanece como exemplo de mobilização juvenil e de amor à natureza, reforçando a ideia de que a defesa do “pulmão do mundo” também começa nas pequenas cidades e nas iniciativas comunitárias.