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Mpox: por que a doença voltou a preocupar autoridades de saúde?

Infecção viral da mesma família da varíola exige atenção aos sintomas e à prevenção, mas especialistas destacam que o risco de transmissão ampla é menor do que em outras epidemias recentes

Redação
Por: Redação Fonte: ND+
22/02/2026 às 16h29
Mpox: por que a doença voltou a preocupar autoridades de saúde?
Mpox causa preocupação entre autoridades | Foto: Freepik/ND Mais

A Mpox voltou ao radar das autoridades sanitárias após o registro de casos em diferentes países fora das regiões onde a doença era mais comum. O vírus causa febre, dores no corpo, ínguas e lesões na pele, sintomas que costumam aparecer entre 5 e 21 dias após a exposição.

De acordo com análises do Instituto Oswaldo Cruz, a doença é conhecida pela ciência há décadas e pertence ao mesmo grupo de vírus da antiga varíola humana. Apesar da preocupação internacional, pesquisadores ressaltam que o comportamento do vírus é diferente de patógenos altamente transmissíveis, como os respiratórios.

Como acontece a transmissão?

A infecção ocorre principalmente por contato direto com lesões, secreções corporais ou objetos contaminados. Também pode haver transmissão em interações próximas e prolongadas, como abraço, beijo ou contato íntimo.

Isso explica por que os surtos costumam ser mais localizados e controláveis quando medidas de vigilância são adotadas rapidamente.

Quais são os principais sintomas da Mpox?

Os sinais mais comuns incluem:

  • Erupções ou bolhas na pele;
  • febre;
  • dor muscular;
  • cansaço;
  • aumento dos gânglios (ínguas)dor de cabeça.

Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve a moderada, com recuperação espontânea.

Por que o mundo entrou em alerta?

A disseminação em países não endêmicos levou a Organização Mundial da Saúde a classificar o cenário como emergência de saúde pública, principalmente para fortalecer diagnóstico, monitoramento e orientação à população.

O objetivo foi conter a circulação do vírus antes que ele se estabelecesse de forma mais ampla.

Existe prevenção?

Sim e ela é baseada em medidas simples:

  • Evitar contato direto com pessoas com lesões suspeitas;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • procurar atendimento ao surgirem sintomas;
  • seguir orientações médicas em caso de exposição.

Não há recomendação de vacinação em massa; a imunização é direcionada a profissionais com maior risco ocupacional.

A principal mensagem dos especialistas

A Mpox não é uma doença nova, nem apresenta a mesma dinâmica de pandemias recentes. Informação correta, diagnóstico precoce e cuidados básicos continuam sendo as ferramentas mais eficazes para controlar a infecção.

 

 

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