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EXCLUSIVO: Último foragido de execução brutal em Rondônia se entrega à polícia em Plácido de Castro, após quase um ano escondido na Bolívia: “pagar pelos meus erros”

Suspeito de participar da morte do fazendeiro João “Sucuri” negociou rendição no Acre, alegou arrependimento, negou autoria direta e revelou medo de represálias

07/04/2026 às 16h12
Por: Redação
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Créditos: TV Gazeta/Captura de Tela.
Créditos: TV Gazeta/Captura de Tela.

Após cerca de 11 meses foragido na Bolívia, J.V.S., apontado como um dos envolvidos no assassinato do fazendeiro João Paulino da Silva Sobrinho, conhecido como “João Sucuri”, decidiu se entregar à polícia nesta última segunda-feira, 6, encerrando a lista de suspeitos diretamente ligados à execução.

A rendição foi previamente articulada e ocorreu sob condições impostas pelo próprio acusado. Temendo por sua segurança, ele exigiu a presença de uma equipe de reportagem da TV Gazeta e escolheu uma igreja evangélica no município de Plácido de Castro como local para o primeiro contato. Após uma oração com seu pastor, ele foi conduzido à delegacia, onde passou a ficar sob custódia.

O crime, ocorrido no distrito de Nova Califórnia, em Rondônia, é tratado pela Polícia Civil como uma execução planejada e de extrema violência. A vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo e, segundo as investigações, teve ainda a orelha decepada, em um ato que evidenciou a crueldade dos autores.

De acordo com o inquérito, o homicídio teria sido motivado por uma combinação de fatores envolvendo disputas de terra, suspeitas de furto de gado e, principalmente, um sentimento de vingança. O principal mandante seria o vizinho da vítima, Nilson Ferreira dos Santos, que já foi preso. Ele teria contratado três homens para realizar a emboscada: Quenas Carvalho Ferreira, Elvis de Carvalho Ferreira e o próprio J.V.S.

Em entrevista concedida antes de seu depoimento oficial, o suspeito evitou detalhar sua participação no crime. Questionado sobre a execução, afirmou que só irá se pronunciar em juízo, após ter acesso aos autos do processo. Ele também negou ser o autor direto do assassinato, declarando: “Na verdade, eu não fiz”, embora tenha admitido arrependimento.

J.V.S. relatou que decidiu se entregar após enfrentar intensa pressão, tanto pela repercussão do caso quanto pela falta de alternativas para continuar foragido. Segundo ele, sua família estaria sofrendo ameaças, o que também pesou na decisão. Afirmou ainda temer por sua própria vida dentro do sistema prisional e disse ter optado por se colocar sob a tutela do Estado para garantir sua integridade física.

“Me arrependo amargamente todos os dias”, declarou, ao mencionar a saudade da esposa e da filha. Ele também afirmou estar disposto a “pagar pelos erros” e responder à Justiça.

Além da acusação de homicídio qualificado, o suspeito possui um histórico criminal relevante. Conforme informações da Polícia Civil, ele responde a pelo menos três inquéritos por extorsão, além de investigações por ameaça com uso de arma de fogo e possível envolvimento com organização criminosa.

As forças de segurança dos estados do Acre e de Rondônia seguem atuando de forma integrada no caso, que já resultou na prisão do suposto mandante e dos demais executores. Com a rendição, a polícia considera concluída a etapa de capturas, avançando agora para o aprofundamento das responsabilidades individuais no crime.

O crime

De acordo com as investigações da Polícia Civil de Rondônia apresentadas nas fontes, o assassinato do fazendeiro João Paulino da Silva Sobrinho, conhecido como João Sucuri, ocorreu em 29 de abril de 2025, no distrito de Nova Califórnia, em Rondônia, e deixou a comunidade local "estarrecida" devido à violência empregada, sendo motivado por três fatores principais relacionados ao seu vizinho de terras, Nilson Ferreira dos Santos:

  • Conflitos de terra: Existiam disputas territoriais entre a vítima e o mandante;
  • Suposto roubo de gado: Havia suspeitas ou acusações envolvendo o furto de animais;
  • Vingança por suspeita de crime anterior: A motivação central seria a desconfiança de Nilson Ferreira de que João Sucuri teria mandado matar o seu filho.

Durante a execução, além de ser alvejado por tiros em uma emboscada, a vítima teve a sua orelha decepada pelos assassinos, enquanto mulheres e crianças foram feitas reféns e veículos incendiados. A polícia desvendou parte da trama após encontrar bilhetes ameaçadores com as vítimas.

As fontes detalham que o processo agora entra em uma nova fase, envolvendo julgamento e a possibilidade de um júri popular, onde os envolvidos enfrentarão as consequências legais de seus atos.

 

 

 

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