
Considerado um dos principais articuladores políticos do governo do Acre, o secretário-adjunto de governo, Márcio Pereira, comunicou neste sábado (11) seu desligamento do cargo à governadora Mailza Assis Cameli. A decisão foi formalizada por meio de uma mensagem enviada diretamente ao WhatsApp da chefe do Executivo estadual.
No texto, Pereira justificou sua saída citando o desgaste provocado por especulações internas. “Boa tarde, governadora. Diante de tantas especulações desnecessárias e maldosas, peço desligamento do cargo adjunto de governo. Desejo-lhe boa sorte na gestão”, escreveu.
Em contato telefônico, o agora ex-assessor confirmou a autenticidade da mensagem e afirmou que não há mais ambiente político para sua permanência na função. Segundo ele, decisões recentes têm desfeito articulações construídas ao longo da gestão.
“Não existe clima. Aconteceu muita coisa nesta semana. Situação que construímos na articulação estão sendo desfeitas e, infelizmente, não me vejo mais na gestão”, declarou.
Ao detalhar os motivos de sua saída, Pereira apontou o subchefe de gabinete, Jonathan Santiago, como figura central na crise. “A governadora perdeu o controle das decisões dela. Quem manda é o Santiago”, afirmou.
Nos bastidores, a atuação de Santiago é apontada como responsável por mudanças consideradas abruptas dentro da administração, incluindo exonerações sem aviso prévio e o rompimento de acordos políticos previamente alinhados pela Secretaria de Governo.
A reportagem também ouviu o secretário titular da pasta, Luiz Calixto, que disse ter sido surpreendido pela decisão. “Eu lamento a saída do Márcio. Chegamos até aqui com a ajuda dele. É um parceiro leal. Tentei argumentar para que não tomasse uma decisão precipitada, mas não posso obrigar”, afirmou.
Questionado se a saída de Pereira poderia impactar sua permanência no cargo, Calixto foi cauteloso. “O cargo é prerrogativa da governadora. Quem decide quem sai ou quem fica não sou eu”, pontuou.
A reportagem tentou contato com Jonathan Santiago, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.
Créditos: Ac24Horas
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