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Brasileiro filho de ex-vereador do Acre condenado por homicídio é encontrado morto na Bolívia

Breno Oliveira Tessinari, filho do ex-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa, foi encontrado morto em Cobija, no Departamento de Pando, na Bolívia, na manhã desta quinta-feira (14).

14/05/2026 às 13h36
Por: Redação Fonte: G1/Ac
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Vítimas foram achadas mortas na Bolívia nesta quinta-feira (14) — Foto: Arquivo/Unitel Pando
Vítimas foram achadas mortas na Bolívia nesta quinta-feira (14) — Foto: Arquivo/Unitel Pando

O filho do ex-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa, conhecido como Teio Tessinari, Breno Oliveira Tessinari, de 24 anos, foi encontrado morto no bairro El Castanhal, em Cobija, no Departamento de Pando, na Bolívia, na manhã desta quinta-feira (14).

O crime ocorre uma semana após a condenação do ex-vereador, que pegou mais de 6 anos de prisão por matar Antônio Deuzimar Santiago da Silva a tiros em 2022. (Relembrei o caso abaixo)

Breno era estudante de medicina na Bolívia. A outra vítima foi identificada como Carlos Eduardo Amaral Brizola, também de 24 anos e amigo dele. Os dois sumiram nessa quinta (12).

As informações foram confirmadas por um amigo de infância das vítimas. Os corpos foram achados caídos com marcas de tiros ao lado de um carro.

A reportagem apurou que a família de Breno é de Capixaba, interior do Acre. Já os familiares de Carlos Eduardo moram em Acrelândia, Brasiléia, cidades do interior, e Porto Velho, em Rondônia.

Em contato com a Rede Amazônica Acre, o delegado de Brasiléia e coordenador da Polícia Civil no Alto Acre, Erick Macial, confirmou que acompanha o caso pela imprensa boliviana e que não há registro de boletim de ocorrência na delegacia local.

Autoridades bolivianas estiveram no local e recolheram os corpos para exames cadavéricos. O caso deve ser investigado pela polícia boliviana.

Brasileiros Breno Tessinari (de chapéu) e Carlos Eduardo Brizola foram assassinados na Bolívia — Foto: Arquivo pessoalBrasileiros Breno Tessinari (de chapéu) e Carlos Eduardo Brizola foram assassinados na Bolívia — Foto: Arquivo pessoal

Relembre o crime

Antônio Deuzimar Santiago da Silva, de 49 anos, foi morto em 16 de junho de 2022 em um ramal na Vila Maparro, perto da fronteira do Acre com a Bolívia. A vítima passava pelo local a caminho de uma fazenda onde criava gado.

Ele desceu do carro para abrir uma porteira e foi surpreendido por Tessinari. Segundo o Ministério Público do Acre, o acusado matou a vítima para evitar ser punido pelo roubo de gado.

Na época, a polícia informou que Teio Tessinari desconfiava que Antônio Deuzimar estaria furtando gado de suas propriedades. E a discussão teria começado exatamente por conta disso, quando a vítima foi tirar satisfação com o acusado.

Ainda segundo as investigações, Tessinari também trabalhava com arrendamento de gado e pasto, mas estava furtando a parte que era devida ao proprietário dos animais e, para não pagar a dívida, apontou a vítima como autora dos furtos.

Ex-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa foi condenado por morte de Antônio Deuzimar — Foto: Arquivo pessoalEx-vereador Mauristelio Tessinari de Sousa foi condenado por morte de Antônio Deuzimar — Foto: Arquivo pessoal

Por isso, o acusado teria matado Deuzimar para assegurar impunidade no crime de furto de gado. Ele foi denunciado pelo crime de homicídio, qualificado por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e no intuito de assegurar impunidade em outro crime.

Conforme o delegado responsável pela investigação, Aldízio Neto, o ex-vereador já tinha feito um boletim de ocorrência alegando que a vítima teria furtado o gado dele. Após o crime, as polícias Civil e Militar do Acre foram autorizadas pelo Exército boliviano para passar para o outro lado da fronteira e buscar o corpo.

Teio Tessinari foi preso na audiência de instrução e julgamento, ao se apresentar à Justiça em Rio Branco, 1 anos e três meses após o crime. Na epóca do assasinato, ele foi considerado foragido e tinha sido incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

O ex-vereador foi pronunciado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri pela morte de Antônio Deuzimar e, antes de ser detido, disse em depoimento que agiu em legítima defesa após luta corporal com a vítima. Contudo, após ficar 9 meses preso, recebeu liberdade provisória com medidas cautelares.

Teio Tessinari seria julgado por homicídio qualificado em 10 de novembro de 2024, todavia, o juiz de Direito Fábio Alexandre Costa de Farias acolheu o pedido e abriu vista por um período de 15 dias para que a defesa acrescente alegações sobre relatórios técnicos que constavam nos autos.

No último dia 7, o acusado foi julgado na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco e pegou 6 anos e nove meses em regime inicial semiaberto. Conforme a decisão, foram descartadas as qualificadoras de emboscada e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O advogado do ex-vereador, Sanderson Moura, disse que está conformado com o resultado do júri e não irá recorrer.

 

 

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