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Coronel Ulysses, Roberto Duarte e Meire Serafim tentam rebater críticas sobre emenda que adia fim da escala 6×1

A reação veio depois da repercussão da emenda protocolada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), ligada à PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho.

21/05/2026 às 18h55
Por: Redação Fonte: O Palaciano
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Foto: Reprodução
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Depois da repercussão envolvendo deputados acreanos em uma emenda que pode adiar em até 10 anos o fim da escala 6×1, parlamentares do estado passaram a usar as redes sociais entre quarta (20) e quinta-feira (21) para tentar rebater as críticas e reforçar apoio à redução da jornada de trabalho.

Os deputados Coronel Ulysses (União Brasil), Roberto Duarte (Republicanos) e Meire Serafim (União Brasil) adotaram discursos parecidos. Todos afirmaram defender o fim da escala 6×1 e classificaram como “fake news” as críticas feitas após a divulgação da emenda apresentada na Câmara dos Deputados.

A reação veio depois da repercussão da emenda protocolada pelo deputado Tião Medeiros (PP-PR), ligada à PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho. O texto prevê uma transição de dez anos para a mudança e abre possibilidade para que setores considerados essenciais continuem com jornadas de até 44 horas semanais.

Nas redes sociais, Coronel Ulysses afirmou que foi um dos primeiros parlamentares a assinar a PEC pelo fim da escala 6×1 e disse ter votado favoravelmente à proposta na Comissão de Constituição e Justiça. O deputado também defendeu que o debate considere setores como saúde, hotelaria, aviação, turismo e segurança pública. “Não caia em fake news”, escreveu. O nome de Ulysses, de fato, não aparece na lista original dos 171 parlamentares que assinaram a emenda de Tião Medeiros.

Roberto Duarte seguiu linha semelhante. Disse ser coautor da PEC do fim da escala 6×1 e afirmou que continuará votando a favor da proposta nas próximas etapas da tramitação. Ao mesmo tempo, defendeu uma discussão “com responsabilidade”, considerando “particularidades de setores essenciais, sazonais e estratégicos para a economia do país”.

Já Meire Serafim afirmou que houve um “equívoco na interpretação de um documento”, o que teria resultado em uma “assinatura indevida”. A deputada também declarou que não houve votação sobre o tema e reforçou que foi uma das primeiras parlamentares a assinar a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). “Estão espalhando fake news dizendo que eu votei contra os trabalhadores. Isso não é verdade”, afirmou.

Na quarta-feira (20), tanto Meire quanto Roberto Duarte protocolaram pedidos oficiais de retirada de apoiamento à emenda. Duarte apresentou o REQ nº 3046/2026, solicitando a retirada da assinatura da Emenda nº 2 à PEC 221/2019. Já Meire protocolou o REQ nº 3020/2026, também pedindo a retirada do apoiamento ao texto.

Com isso, entre os deputados acreanos, seguem constando na emenda apenas os nomes de José Adriano e Zezinho Barbary. Já Eduardo Velloso (Solidariedade), Socorro Neri (PP) e Antônia Lúcia (Republicanos) não aparecem entre os signatários da proposta.

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