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Falsa adolescente de 37 anos tinha 'pânico' quando pais falavam em matriculá-la na escola; mulher foi indiciada por estelionato em SC

Mulher que se passava por menor de 12 anos para aplicar golpe em famílias foi presa na última terça-feira (2)

Redação
Por: Redação Fonte: CNN Brasil
06/06/2026 às 09h02
 Falsa adolescente de 37 anos tinha 'pânico' quando pais falavam em matriculá-la na escola; mulher foi indiciada por estelionato em SC
Mulher de 37 anos se passava por adolescente e foi adotada por uma família em Joinville, Santa Catarina • Divulgação/PCSC

A mulher de 37 anos que fingia ser uma adolescente de 12 anos para aplicar golpes foi indiciada nesta sexta-feira (5) pela Polícia Civil de Santa Catarina pelos crimes de falsidade ideológica e estelionato. Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa no estado catarinense na última terça-feira (2).

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pela investigação, o inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário. O Ministério Público confimou o recebimento e já analisa o documento. Agora, cabe à Promotoria decidir se denuncia Amanda pelos crimes ou solicita mais evidências à autoridade policial.

O advogado Rafael Luiz Siewert, responsável pela defesa de Amanda, informou que "após a análise dos autos e entrevista com a custodiada, a defesa identificou elementos que justificaram o pedido de realização de exame de sanidade mental".

Segundo ele, o requerimento foi acolhido pelo Juízo, que determinou a realização de perícia oficial para avaliação da condição psíquica da mulher. Além disso, afirmou que aguarda os resultados da perícia técnica, que ainda não têm data definida, e por enquanto não irá prestar comentários sobre o mérito dos fatos.

Entenda o caso

Uma mulher de 37 anos foi presa, nesta terça-feira (2), pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica após fingir ser uma adolescente de 12 anos, em Joinville, Santa Catarina. A suspeita chegou a ser adotada por uma família, mas foi uma parente que desconfiou da história e levou o caso às autoridades. 

De acordo com as investigações, quem fez a denúncia foi uma tia que pertencia à família adotiva da mulher. Antes de procurar a polícia, a familiar conversou com o pai adotivo da suspeita, que não acreditou na possibilidade de golpe no primeiro momento.

Porém, após pesquisas na internet, o homem descobriu que a suspeita já havia cometido o mesmo crime em outros locais. Com isso, a família optou por levar o caso para os agentes de segurança pública, que fizeram contatos com investigadores de outros estados para levantar informações.

A partir das análises preliminares, a polícia descobriu a identidade original da mulher e foram constatadas passagens criminais dela em outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. 

Como mulher enganou família

Segundo a PCSC (Polícia Civil de Santa Catarina), a mulher utilizava o nome falso de "Gabriele" e se passava por uma adolescente. Ela chegou a viver com a família adotiva por cerca de um ano.

O caso começou quando a suspeita ingressou em uma igreja na cidade de Joinville (SC) e relatou ter sido vítima de maus-tratos por parte do pai biológico.

O pastor do local a acolheu e depois a apresentou para uma família que frequentava os cultos. Ela ganhou a confiança de todo o círculo social. 

Para sustentar o disfarce e justificar sua aparência de adulta, ela alegava ser portadora de autismo e dizia que seus traços eram decorrentes da utilização de hormônios de forma forçada durante a infância.

Mamadeira, chupeta e "cheirinho"

As investigações apontam que, dentro de casa, a mulher apresentava "comportamento infantilizados", como uso de mamadeiras, chupetas e até mesmo "cheirinhos" para dormir.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, ela ainda tinha um quarto só dela, todo pintado de rosa e com adereços para crianças. A infratora fingia também sofrer crises de pânico, inseguranças para dormir sozinha e pedia para a mãe adotiva a colocasse na cama. 

Quando os pais falavam sobre matriculá-la em escolas ou adotá-la pelos meios legais, a mulher dizia que não gostaria que isso acontecesse. A justificativa era de que, caso isso acontecesse, o pai biológico virira atrás dela.

A suspeita confessou o crime para as autoridades policiais durante o interrogatório formal. Depois da prisão em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa identidade, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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