Sábado, 03 de Outubro de 2026
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Sem policiamento na fronteira, moradores temem que violência volte a tomar conta de Plácido de Castro

A retirada dos policiais que atuavam na barreira da ponte que divide os dois países sequer foi comunicada à Admisnitração Municipal. 

Redação
Por: Redação
20/06/2025 às 10h05 Atualizada em 20/06/2025 às 10h28
Sem policiamento na fronteira, moradores temem que violência volte a tomar conta de Plácido de Castro
Foto: Reprodução

Desde o último sábado, 14, a falta de policiamento na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia tem causado crescente preocupação entre os moradores de Plácido de Castro. A ausência de uma barreira de fiscalização e ações ostensivas nas áreas limítrofes tem alimentado o temor de que a violência volte a crescer na cidade, marcada por episódios de criminalidade ligados ao tráfico de drogas, roubo de veículos e assaltos.

Com a ausência da barreira policial, a população teme que organizações criminosas voltem a usar a região como rota de entrada e saída para atividades ilícitas, aproveitando-se da vulnerabilidade da fiscalização. A retirada dos policiais que atuavam na barreira da ponte que divide os dois países sequer foi comunicada à Administração Municipal.. 

No entanto, o secretário Américo Gaia explicou que os agentes foram deslocados para apoiar a Operação Suçuarana, do ICMBio, e que, tão logo a missão termine, os policiais retornarão para Plácido de Castro.

Nos últimos anos, Plácido de Castro foi palco de diversas operações policiais voltadas ao combate de facções criminosas, que utilizam a fronteira para o tráfico de drogas e armas. Embora essas ações tenham reduzido a criminalidade por um tempo, a atual escassez de efetivo e recursos coloca em risco os avanços conquistados.

O Prefeito de Plácido de Castro, Camilo da Silva, alerta que sem uma resposta rápida, a cidade pode voltar a viver os dias sombrios marcados por roubos à domicílio, ameaças e o domínio do crime organizado. De acordo com o gestor, a própria prefeitura ajuda a manter a barreira na localidade, por meio de recursos próprios do município. “Para nós, hoje, a barreira representa a maior estratégia de segurança que o município tem”, comentou.

Para se ter uma ideia da importância da barreira, que foi estrategicamente instalada na via de acesso à ponte que liga o Brasil à Bolívia, desde sua criação a violência nos municípios de Plácido de Castro e Acrelândia caiu drasticamente. O número de assaltos foi reduzido a quase zero. Antes disso, as duas cidades estavam no topo do ranking estadual de registros de furtos e roubos de caminhonetes e máquinas agrícolas.

Enquanto aguardam providências, os moradores seguem vigilantes, mas amedrontados. A sensação de insegurança já impacta a rotina de muitas famílias, principalmente aquelas que residem em áreas vulneráveis e mais distantes dos centros urbanos.

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